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  • Foto do escritorSérgio Fadul / Vatican.va

Solenidade de Santa Maria Mãe de Deus


No Dia Universal da Paz (1 de janeiro) o calendário dos santos se abre com a festa de Maria Santíssima no ministério de sua Maternidade Divina.


Primeira festa mariana que apareceu na Igreja ocidental, a festa de Maria Santíssima, substituiu o costume pagão das dádivas e começou a ser celebrada em Roma, no século IV.


Concebido pelo Espírito Santo, Jesus o filho de Maria veio ao mundo para trazer redenção e lembrar o amor incondicional de Deus por todos nós. Maria é a "mãe Virgem", "Filha de seu Filho" e ideal sublime de humildade.


Ao assumir a missão divina que lhe foi confiada, Maria sabia que também teria seu calvário, enquanto mãe daquele que morreria para salvar toda a humanidade. Em tempos difíceis de angústia, Maria, Mãe de Jesus e de todos nós, está sempre pronta para nos ajudar.

Não se pode aceitar o filho sem aceitar a mãe. No evangelho de São Lucas (6,43) Jesus nos esclarece: "Uma árvore boa não dá frutos maus, uma árvore má não dá bom fruto”. O Fruto de Maria é Jesus, sendo assim ela trouxe o Salvador ao Mundo em seu ventre abençoado.


Deus se faz carne por meio de Maria. Ela é o elo de união entre o Céu e a Terra!


Esta data é considerada Oitavas de Natal de Nosso Senhor Jesus Cristo. Simboliza o mistério da encarnação que fez com que a Virgem Maria se tornasse a "Mãe de Deus".


Muitos não compreendiam como e imaginavam duas pessoas distintas, a humana e a Santa, mas na verdade elas são apenas uma, um mãe de todos, e desta forma não é somente nossa mãe, mas também nossa irmã.


No dia Mundial da Paz, celebrar a Santidade Maternal de Maria é celebrar Jesus, Reis dos Reis e nosso Salvador. Oremos à mãe de Jesus para abençoar nosso ano novo!


“Donde me vem a dita que a Mãe de meu Senhor venha visitar-me?” (Lc 1,43)


O título “Théotokos” (Mãe de Deus) foi dado à Maria durante o Concílio de Éfeso (431), na Ásia Menor. A heresia de negar a maternidade divina de Nossa Senhora é muito anterior aos protestantes. Ela nasceu com Nestório, então Bispo de Constantinopla. Os protestantes retomaram esta heresia já sepultada pela Igreja de Cristo. Este é um problema de Cristologia e não de Mariologia. Vamos demonstrar através dos exemplos abaixo a autenticidade da doutrina católica.


Maria é Mãe de Deus, porque é Mãe de Jesus que é Deus


Se perguntarmos a alguém se ele e filho de sua mãe, se esta verdadeiramente for a mãe dele, de certo nos lançará um olhar de espanto. E teria razão. O homem como sabemos é composto de corpo, alma e espírito. A minha mãe me deu meu corpo, a parte material deste conjunto trinitário que eu sou; sendo minha alma e espírito dados por Deus. E minha mãe que me deu a luz não é verdadeiramente minha mãe?


Apliquemos, agora, estas noções de bom senso ao caso da Maternidade divina de Nossa Senhora. Há em Nosso Senhor Jesus Cristo duas naturezas: a humana e a divina, constituindo uma só pessoa, a pessoa de Jesus. Nossa Santa Mãe é mãe desta pessoa, dando a ela somente a parte material, como nosso mãe também o faz. O Espírito e Alma de Cristo também vieram de Deus. Nossa mãe não é mãe do nosso corpo, mas mãe de nossa pessoa. Assim também Maria é Mãe de Cristo. Ela não é a Mae da Divindade ou da Trindade, mas é mãe de Cristo a segunda pessoa da Santíssima Trindade, que também é Deus. Sendo Jesus Deus, Maria é Mãe de Deus.


Basta um pequeno raciocínio para reconhecer como necessária a maternidade Divina da Santíssima Virgem. Nosso Senhor morreu como homem na Cruz (pois Deus não morre), mas nos redimiu como Deus, pelos seus méritos infinitos. Ora, a natureza humana de Nosso Senhor e a natureza divina não podem ser separadas, pois a Redenção não existiria se Nosso Senhor tivesse morrido apenas como homem. Logo, Nossa Santa Mãe, Mãe de Nosso Senhor, mesmo não sendo mãe da divindade é Mãe de Deus, pois Nosso Senhor é Deus. Se negarmos a maternidade de Nossa Senhora, negaremos a redenção do gênero humano.


A negação da Maternidade divina de Nossa Senhora é uma negação à Verdade, uma negação ao ensino dos Apóstolos de Cristo.


Provas da Sagrada Escritura


A Igreja Católica sendo a única Igreja Fundada por Cristo, confirmada pelos Apóstolos e seus legítimos sucessores; sendo Ela a escritora, legitimadora e guardiã da Bíblia, jamais poderia ensinar algo que estivesse contra o Ensino da Bíblia.


Vejamos o que a Sagrada Escritura ensina sobre a Maternidade Divina de Nossa Senhora:


O profeta Isaías escreveu: “Portanto, o mesmo Senhor vos dará um sinal: eis que uma virgem conceberá, e dará à luz um filho, e será o seu nome Emanuel [Deus conosco]” (Is 7,14). Claramente o profeta declara que o filho da virgem será divino, portanto a maternidade da virgem também é divina, o que a faz ser Mãe de Deus.


O Arcanjo Gabriel disse: “O Santo que há de nascer de ti será chamado Filho de Deus” (Lc 1,35). Se ele é filho de Deus, ele tb é Deus e Maria é sua Mãe, portanto Mãe de Deus. Isaías também escreveu o mesmo em Is 7,14.


Cheia do Espírito Santo, Santa Izabel saudou Maria dizendo: “Donde a mim esta dita de que a mãe do meu Senhor venha ter comigo”? (Lc 1,43). E Mãe de meu Senhor quer dizer Mãe do meu Deus, portanto Mãe de Deus..


São Paulo ainda escreveu: “Mas, vindo a plenitude dos tempos, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei” (Gl 4,4). São Paulo claramente afirma que uma mulher foi a Mãe do filho de Deus, portanto Mãe de Deus.


Tendo a Sagrada Escritura seu berço na Igreja – portanto sendo menor que Ela -, vemos como está de acordo com o ensino da mesma.


A Doutrina dos Santos Padres


Será que os Apóstolos de Cristo concordavam com a Maternidade Divina de Nossa Senhora? Pois segundo os protestantes, a Igreja Católica inventou a maternidade divina de Maria no séc V durante o Concílio de Éfeso.


Vejamos o que diz o Apóstolo Santo André: “Maria é Mãe de Deus, resplandecente de tanta pureza, e radiante de tanta beleza, que, abaixo de Deus, é impossível imaginar maior, na terra ou no céu” (Sto Andreas Apost. in trasitu B. V., apud Amad.).


Veja agora o testemunho de São João Apóstolo: “Maria, é verdadeiramente Mãe de Deus, pois concebeu e gerou um verdadeiro Deus, deu a luz, não um simples homem como as outras mães, mas Deus unido a carne humana” (S. João Apost. Ibid).


São Tiago: “Maria é Santíssima, a Imaculada, a gloriosíssima Mãe de Deus” (S. Jac. in Liturgia).


São Dionísio Areopagita: “Maria é feita Mãe de Deus, para a salvação dos infelizes” (S. Dion. in revel. S. Brigit.).


Orígenes escreveu: “Maria é Mãe de Deus, unigênito do Rei e criador de tudo o que existe” (Orig. Hom I, in divers. – Sec. II).


Santo Atanásio diz: “Maria é Mãe de Deus, completamente intacta e impoluta” (Sto. Ath. Or. in pur. B.V.).


Santo Efrém: “Maria é Mãe de Deus sem culpa” (S. Ephre. in Thren. B.V.).


São Jerônimo: “Maria é verdadeiramente Mãe de Deus” (S. Jerôn. in Serm. Ass. B.V.).


Santo Agostinho: “Maria é Mãe de Deus, feita pela mão de Deus” (S. Agost. in orat. ad heres.).


Todos os Santos Padres afirmaram em amor e veneração a maternidade divina por Nossa Senhora. Me cansaria em citar todos os testemunhos primitivos.


Agora uma surpresa para os protestantes: Lutero e Calvino sempre veneraram a Santíssima Virgem. Veja abaixo a testemunho dos pais da Reforma:


“Quem são todas as mulheres, servos, senhores, príncipes, reis monarcas da Terra, comparados com a Virgem Maria que, nascida de descendência real (descendente do rei Davi) é, além disso, Mãe de Deus, a mulher mais sublime da Terra? Ela é, na cristandade inteira, o mais nobre tesouro depois de Cristo, a quem nunca poderemos exaltar o suficiente, a mais nobre imperatriz e rainha, exaltada e bendita acima de toda a nobreza, com sabedoria e santidade” (Martinho Lutero no comentário do Magnificat – cf. escritora evangélica M. Basilea Schlink, revista Jesus vive e é o Senhor).


“Não há honra, nem beatitude, que se aproxime sequer, por sua elevação, da incomparável prerrogativa, superior a todas as outras, de ser a única pessoa humana que teve um Filho em comum com o Pai Celeste” (Martinho Lutero – Deutsche Schriften, 14,250).


“Não podemos reconhecer as bênçãos que nos trouxe Jesus, sem reconhecer ao mesmo tempo quão imensamente Deus honrou e enriqueceu Maria, ao escolhê-la para Mãe de Deus” (Calvino – Comm. Sur I’Harm. Evang., 20).


A negação da Maternidade divina de Nossa Senhora é uma negação à Verdade, é negar a Divindade de Cristo, é negar o ensino dos Apóstolos de Cristo.


O Concílio Ecumênico de Éfeso


Quando o heresiarca Ario divulgou o seu erro, negando a divindade da pessoa de Jesus Cristo, a Providência Divina fez aparecer o intrépido Santo Atanásio para confundi-lo, assim como fez surgir Santo Agostinho para suplantar o herege Pelágio, e São Cirilo de Alexandria para refutar os erros de Nestório, que haviam semeado a perturbação e a indignação no Oriente.


Em 430, o Papa São Celestino I, num concílio de Roma, examinou a doutrina de Nestório que lhe fora apresentada por São Cirilo e condenou-a anti-católica, herética.


São Cirilo formulou a condenação em doze proposições, chamadas os doze anátemas, em que resumia toda a doutrina católica a este respeito.


Pode-se resumi-la em três pontos:


Em Jesus Cristo, o Filho do homem não é pessoalmente distinto do Filho de Deus;

A Virgem Santíssima é verdadeiramente a Mãe de Deus, por ser a Mãe de Jesus Crito, que é Deus;

Em virtude da união hipostática, há comunicações de idiomas, isto é; denominações, propriedades e ações das duas naturezas em Jesus Cristo, que podem ser atribuídas à sua pessoa, de modo que se pode dizer: Deus morreu por nós, Deus salvou o mundo, Deus ressuscitou.


Para exterminar completamente o erro, e restringir a unidade de doutrina ao mundo, o Papa resolveu reunir o Concílio de Éfeso (na Ásia Menor), em 431, convidando todos os bispos do mundo.


Perto de 200 bispos, vindos de todas as partes do orbe, reuniram-se em Éfeso. São Cirilo presidiu a assembleia em nome do Papa. Nestório recusou comparecer perante aos bispos unidos.


Desde a primeira sessão a heresia foi condenada. Sobre um trono, no centro da assembleia, os bispos colocaram o Santo Evangelho, para representar a assistência de Jesus Cristo, que prometera estar com a sua Igreja até a consumação dos séculos, espetáculo santo e imponente que desde então foi adotado em todos os concílios.


Os bispos cercando o Evangelho e o representante do Papa, pronunciaram unânime e simultaneamente a definição proclamando que Maria é verdadeiramente Mãe de Deus. Nestório deixou de ser, desde então, bispo de Constantinopla.


Quando a multidão ansiosa que rodeava a Igreja de Santa Maria Maior, onde se reunia o concílio, soube da definição que proclamava Maria Mãe de Deus, num imenso brado ecoou a exclamação: “Viva Maria, Mãe de Deus! Foi vencido o inimigo da Virgem! Viva a grande, a augusta, a gloriosa Mãe de Deus!”


Em memória desta solene definição, o concílio juntou à saudação angélica estas palavras simples e expressivas: “Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós pecadores, agora e na hora de nossa morte”.



MARTIROLÓGIO ROMANO

01/01


1. Na Oitava do Natal de Nosso Senhor Jesus Cristo e dia da sua Circuncisão, a solenidade de Santa Maria, Mãe de Deus, que no Concílio de Éfeso os Padres aclamaram como Theotókos, porque nela o Verbo Se fez carne e habitou entre os homens o Filho de Deus, príncipe da paz, a quem foi dado o Nome que está acima de todos os nomes.



2. Em Cesareia da Capadócia, hoje Kayseri, na Turquia, o sepultamento de São Basílio, bispo, cuja memória se celebra amanhã.

(† c. 379)


3. Na Campânia e nos Abruzos, regiões da Itália, a comemoração de São Justino, que é celebrado como bispo eminente pelo seu zelo e pela defesa dos cristãos.

(c. s. IV)


4. Em Roma, Santo Almáquio, que, opondo-se às lutas dos gladiadores, por ordem de Alípio, prefeito da Cidade, foi morto pelos próprios gladiadores e contado entre os mártires vencedores.

(† 391)


5. No monte Jura, na região da Gália Lionense, atualmente na França, a comemoração de Santo Eugendo, abade do mosteiro de Condat, que desde a adolescência viveu no mosteiro, onde promoveu com grande vigor a vida comum dos monges.

(† 516)


6. Em Ruspas, cidade da Bizacena, na atual Tunísia, São Fulgêncio, bispo, que, depois de ter sido procurador deste território, abraçou a vida monástica e foi eleito bispo. No tempo da perseguição dos Vândalos, por causa do seu zelo pela fé católica e eminente doutrina, sofreu muito da parte dos arianos e duas vezes foi desterrado pelo rei Trasimundo para a Sardenha. Tendo regressado à sua Igreja, dedicou o resto da sua vida a fortalecer os seus fiéis com a palavra da graça e da verdade.

(† 533)


7*. Em Vienne, na Borgonha, na atual França, São Claro, abade do mosteiro de São Marcelo, que deu aos monges exemplo insigne da perfeição religiosa.

(† 660/670)


8*. Em Troyes, cidade da Nêustria, também na atual França, São Frodoberto, fundador e primeiro abade do mosteiro de Moutier-la-Celle.

(† c. 667)


9*. No mosteiro de Fécamp, na Normandia, igualmente na atual França, o passamento de São Guilherme, abade de São Benigno de Dijon, que nos últimos tempos da sua vida orientou com firmeza e prudência muitos monges, distribuídos em quarenta mosteiros.

(† 1031)


10. Próximo de Sauvigny, cidade da Borgonha, também na atual França, o passamento de Santo Odilo, abade de Cluny, que foi sempre rigoroso para consigo mas benigno e misericordioso para com os outros, pacificou em nome de Deus os povos beligerantes e, em tempo de fome, socorreu com todos os meios os necessitados. Foi o primeiro a ordenar que se celebrasse nos seus mosteiros a comemoração de Todos os Fiéis Defuntos no dia seguinte à Solenidade de Todos os Santos.

(† 1049)


11. Em Jabloné, na Boémia, atualmente na Chéquia, Santa Zedislava, mãe de família, que prestou grande conforto aos aflitos.

(† 1252)


12*. Em Gualdo Cattáneo, na Úmbria, atualmente região da Itália, o Beato Hugolino, que viveu como eremita.

(† s. XIV)


13. Em Roma, São José Maria Tomási, presbítero da Ordem dos Clérigos Regrantes Teatinos e cardeal, que, desejando ardentemente a renovação do culto divino, dedicou quase toda a sua vida à investigação e publicação dos antigos textos e documentos da sagrada Liturgia, assim como à catequese das crianças.

(† 1713)


14*. Em Avrillé, próximo de Angers, na França, os irmãos beatos João e Renato Lego, presbíteros e mártires, que, durante a Revolução Francesa, por se terem recusado a prestar o infame juramento imposto ao clero, foram decapitados na guilhotina.

(† 1794)


15. Em Roma, São Vicente Maria Strámbi, bispo de Macerata e de Tolentino, da Congregação da Paixão, que governou fielmente as dioceses que lhe foram confiadas e, por perseverar na sua fidelidade ao Romano Pontífice, sofreu o exílio.

(† 1824)


16*. Em Hasselt, próximo de Maastricht, na Bélgica, o Beato Valentim Paquay, presbítero da Ordem dos Frades Menores, que, na pregação, no ministério da reconciliação e na devoção ao rosário mariano, deu exemplo admirável de caridade cristã, alcançando, em seu espírito de humildade, a mais sublime santidade.

(† 1905)


17*. Em L’viv, na Ucrânia, São Segismundo Gorazdowski, presbítero, natural da Polónia, que, animado pelo seu grande amor ao próximo, foi precursor das obras para a defesa da vida, fundou o Instituto das Irmãs de São José e se dedicou de todos os modos possíveis ao cuidado dos pobres e dos abandonados.

(† 1920)


18♦. Em Santander, cidade da Cantábria, no litoral da Espanha, o Beato André Gómez Sáez, presbítero da Sociedade Salesiana e mártir, que, durante a perseguição contra a fé, derramou o seu sangue por Cristo.

(† 1937)


19♦. Em Mirna, na Eslovénia, o Beato Luís Grozde, membro da Ação Católica e mártir, que foi assassinado em ódio à fé sob o regime comunista.

(† 1943)


20*. No campo de concentração de Dachau, nas proximidades de Munique, cidade da Baviera, na Alemanha, o Beato Mariano Konopinski, presbítero e mártir, natural da Polónia, que, depois de suportar cruéis atrocidades dos médicos, morreu por Cristo Senhor.

(† 1943)


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