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  • Foto do escritorSérgio Fadul / Paullus

Santo Aldo


De santo Aldo conhecemos bem pouco. Nem sabemos a data e o lugar do seu nascimento. Quando se quer determinar a época em que viveu, fala-se vagamente do século VIII, o período obscuro da História que precede a idade carolíngia. A Itália foi desmembrada em pequenos reinos bárbaros, enquanto sobre o cristianismo pairava a ameaça do islamismo. Conhecemos com segurança o lugar de sua sepultura: primeiro, na capela de são Columbano, depois na basílica de são Miguel, em Pavia.


Uma antiga tradição no-lo mostra como carvoeiro e eremita nas proximidades de Pavia, Carbonária. A inclusão de santo Aldo nos Martirológios da Ordem beneditina faz supor que ele tenha sido monge em Bóbbio, no célebre mosteiro fundado no ano 614 por são Columbano, entre o cenóbio dos orientais e a comunidade monástica criada um século antes por são Bento. A confluência dessas duas formas de ascese parece indicada pela experiência religiosa do santo eremita que celebramos, um orante de mãos calejadas e rosto enegrecido pela fuligem das carvoarias.


Os monges irlandeses de são Columbano não tinham vida eremítica no verdadeiro sentido da palavra. Cada um construía uma cabana para si, de madeira ou de pedra, onde se retirava nas horas dedicadas à oração. Depois saía com seus instrumentos de trabalho para as ocupações diárias onde ganhava o pão com o suor do rosto. Enfim, o eremita se ausentava temporariamente dos homens para dar mais espaço à oração e povoar a solidão exterior com a agradável presença de Deus. Não se evadia da comunidade, mas contribuía para sua edificação com o exemplo de vida santa e caridade ativa.


Podemos, portanto, considerar santo Aldo como feliz enxerto do espírito beneditino com aquele trazido pelos fervorosos missionários provenientes da ilha de são Patrício. A Irlanda, ilha dos bárbaros, transformara-se em ilha dos santos pelo extraordinário florescimento do cristianismo. São Columbano trouxera ao continente uma onda primaveril de nova espiritualidade. Tinha-se produzido um movimento inverso ao que levou o Evangelho à ilha: dezenas de monges e eremitas irlandeses, feitos peregrinos por Cristo, de evangelizados tornaram-se evangelizadores.


Santo Aldo, rogai por nós!



MARTIROLÓGIO ROMANO

10/01


1. Beato Gonçalo de Amarante, presbítero de Braga, que, depois de longa peregrinação à Terra Santa, entrou na Ordem dos Pregadores e finalmente se retirou para um ermo; fez construir uma ponte e ajudou muito os habitantes do lugar com a sua oração e pregação.

(† c. 1259)


2. Em Roma, no cemitério de Calisto, junto à Via Ápia, São Milcíades, papa, oriundo da África, que conheceu a paz da Igreja restabelecida pelo imperador Constantino e, sendo vítima dos ataques dos donatistas, actuou com grande prudência para alcançar a concórdia.

(† 314)


3. Na Tebaida, região do Egito, São Paulo, eremita, que abraçou a vida monástica desde os seus princípios.

(† s. IV)



4. Em Nissa, na Capadócia, hoje Vedsehir, na atual Turquia, São Gregório, bispo, irmão de São Basílio Magno, insigne pela sua vida e doutrina, que, por ter proclamado a verdadeira fé, foi expulso da sua cidade no tempo do imperador ariano Valente.

(† a. 400)


5. Em Jerusalém, São João, bispo, que, em tempo da controvérsia sobre a verdadeira doutrina, trabalhou arduamente pela fé católica e pela paz da Igreja.

(† 417)


6*. Em Die, no território de Vienne, atualmente na França, São Petrónio, bispo, que anteriormente seguira a vida monástica na ilha de Lérins.

(† d. 463)


7. Em Constantinopla, hoje Istambul, na Turquia, São Marciano, presbítero, que se empenhou com extraordinária diligência em ornamentar as igrejas e socorrer os pobres.

(† 471)


8*. Em Limoges, cidade da Aquitânia, atualmente na França, São Valério, que abraçou a vida solitária.

(† s. VI)


9*. Em Melitene, na antiga Arménia, São Domiciano, bispo, que trabalhou intensamente pela conversão dos Persas.

(† c. 602)


10. Em Roma, junto de São Pedro, o sepultamento de Santo Agatão, papa, que confirmou a integridade da fé contra os erros do monotelismo e promoveu sínodos para fortalecer a unidade da Igreja.

(† 681)


11*. No território de Viviers, ao longo do Ródano, na França, Santo Arcôncio, bispo.

(† c. 740-745)


12. No mosteiro de Cusan, nos montes Pireneus, São Pedro Urséolo, que depois de ter sido doge de Veneza se fez monge; foi célebre pela sua piedade e austeridade e passou a vida num ermo próximo do mosteiro.

(† c. 987/988)


13*. No mosteiro de Cava de’ Tirréni, na Campânia, hoje região da Itália, o Beato Benincasa, abade, que enviou cem dos seus monges à Sicília para ocupar o cenóbio de Monreale recentemente fundado.

(† 1194)


14. Em Bourges, na Aquitânia, região da França, São Guilherme, bispo, que, aspirando ardentemente à vida de solidão e meditação, foi monge cisterciense em Pontigny, depois abade em Chalis e finalmente bispo da Igreja de Bourges; mas nunca abrandou a austeridade da vida monástica e distinguiu-se pela sua caridade para com o clero, os cativos e os indigentes.

(† 1209)


15*. Em Arezzo, na Etrúria, atualmente na Toscana, região da Itália, o passamento do Beato Gregório X, papa, que, sendo arcediago de Liège, foi eleito para a cadeira de Pedro: favoreceu de todos os modos a comunhão com os Gregos e, para promover a conciliação entre os cristãos e recuperar a Terra Santa, convocou o segundo Concílio Ecuménico de Lião.

(† 1276)


16*. Em Lorenzana, na Lucânia, na actual Basilicata, região da Itália, o Beato Egídio (Bernardino di Bello), religioso da Ordem dos Frades Menores, que viveu recluso numa gruta.

(† 1518)


17*. Em Arequipa, no Peru, a Beata Ana dos Anjos Monteagudo, virgem da Ordem dos Pregadores, que com o dom do conselho e da profecia promoveu o bem de toda a cidade.

(† 1686)


18*. Em Perúgia, na Itália, Santa Francisca de Sales (Leónia) Aviat, virgem, que se dedicou com amor materno e generosa solicitude à promoção da juventude e instituiu as Oblatas de São Francisco de Sales.

(† 1914)


19*. Em Madrid, na Espanha, a Beata Maria das Dores Rodríguez Sopeña, virgem, a qual, dando eminente testemunho de caridade cristã, se aproximou dos mais abandonados da sociedade do seu tempo, especialmente nos subúrbios das grandes cidades, e fundou o Instituto das Damas Catequistas e a Obra da Doutrina, para anunciar o Evangelho e promover os pobres e os operários nas questões sociais.

(† 1918)

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