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  • Foto do escritorSérgio Fadul / Franciscanos

Santo Agostinho de Cantuária


Um século após são Patrício ter convertido os irlandeses ao catolicismo, a atuação de Agostinho foi tão importante para a Inglaterra que modificou as estruturas da região da mesma forma que seu antecessor o fizera. No final do século VI, o cristianismo já tinha chegado à poderosa ilha havia dois séculos, mas a invasão dos bárbaros saxões da Alemanha atrasou sua propagação e quase destruiu totalmente o que fora implantado.

Pouco se sabe a respeito da vida de Agostinho antes de ser enviado à Grã-Bretanha. Ele nasceu em Roma, Itália. Era um monge beneditino do mosteiro de Santo André, fundado pelo papa Gregório Magno naquela cidade. E foi justamente esse célebre papa que ordenou o envio de missionários às ilhas britânicas.


Em 597, para lá partiram quarenta monges, todos beneditinos, sob a direção do monge Agostinho. Mas antes ele quis viajar à França, onde se inteirou das dificuldades que a missão poderia encontrar, pedindo informações aos vários bispos que evangelizaram nas ilhas e agora se encontravam naquela região da Europa. Todos desaconselharam a continuidade da missão. Mas, tendo recebido do papa Gregório Magno a informação de que a época era propícia apesar dos perigos, pois o rei de Kent, Etelberto, havia desposado a princesa católica Berta, filha do rei de Paris, ele resolveu, corajosamente, enfrentar os riscos.


A chegada foi triunfante. Assim que desembarcaram, os monges seguiram em procissão ao castelo do rei, tendo a cruz à sua frente e entoando pausadamente cânticos sagrados. Agostinho, com a ajuda de um intérprete, colocou ao rei as verdades cristãs e pediu permissão para pregá-las em seus domínios. Impressionado com a coragem e a sinceridade do religioso, o rei, apesar de todas as expectativas em contrário, deu a permissão imediatamente.


No Natal de 597, mais de dez mil pessoas já tinham recebido o batismo. Entre elas, toda a nobreza da corte, precedida pelo próprio rei Etelberto. Com esse resultado surpreendente, Agostinho foi nomeado arcebispo da Cantuária, primeira diocese fundada por ele.


A notícia chegou ao papa Gregório Magno, que, com alegria, enviou mais missionários à Inglaterra. Assim, Agostinho prosseguiu e ampliou o trabalho de evangelização, fundando as dioceses de Londres e de Rochester. Não conseguiu a conversão de toda a ilha porque a Inglaterra era dividida entre vários reinos rivais, mas as sementes que plantou se desenvolveram no decorrer dos séculos.


Agostinho morreu no dia 25 de maio de 604. O corpo de Agostinho foi originalmente sepultado no pórtico do que hoje é a Abadia de Santo Agostinho, em Cantuária, mas foi posteriormente exumado e recolocado num túmulo dentro da igreja da abadia, que se tornou um local de peregrinação e veneração. Após a conquista normanda, o culto de Agostinho passou a ser ativamente promovido e o seu santuário passou a ter uma posição central entre as capelas laterais, ladeado por santuários de seus sucessores, Lourenço e Melito. O rei Henrique I da Inglaterra concedeu à abadia uma feira de seis dias a ser celebrada na época em que as relíquias foram transladadas para o seu novo santuário, de 8 a 13 de setembro, anualmente.


O Martirológio Romano indica a festa litúrgica de santo Agostinho da Cantuária no dia 27 de maio.


Santo Agostinho de Cantuária, rogai por nós!



MARTIROLÓGIO ROMANO

27/05


1. Santo Agostinho, bispo de Cantuária, na Inglaterra, que foi enviado com outros monges pelo papa São Gregório Magno para anunciar a palavra de Deus ao povo dos Anglos e foi bem recebido por Ediberto, rei de Kent. Imitou a vida apostólica da Igreja primitiva, converteu o próprio rei e muitos outros à fé cristã e constituiu nesta terra algumas sedes episcopais; faleceu no dia 26 de Maio.

(† 604/605)


2. Em Doróstoro, na Mésia, hoje Silistra, na Bulgária, São Júlio, mártir, que, sendo veterano do exército imperial, no tempo da perseguição foi preso pelos oficiais de justiça e apresentado ao governador Máximo; tendo manifestado na sua presença a repulsa pelos ídolos, confessou com grande firmeza a sua fé em Cristo e foi castigado com a condenação à morte.

(† c. 302)


3. Na Via Nomentana, a dezesseis milhas de Roma, São Restituto, mártir.

(† c. s. IV)


4. Em Orange, na Provença, região da Gália, atualmente na França, Santo Eutrópio, bispo.

(† c. 475)


5. Em Würtzburg, na Francónia, região da Germânia, hoje na Alemanha, São Bruno, bispo, que restaurou a igreja catedral, reformou o clero e explicou ao povo a Sagrada Escritura.

(† 1045)


6*. No mosteiro de Montsalvy, junto de Clermont-Ferrand, na Aquitânia, hoje na França, São Gausberto, presbítero e eremita, que transformou este lugar, antes deserto e intransitável, num hospício para acolher os peregrinos.

(† 1079)


7*. Em Dryburne, localidade próxima de Durham, na Inglaterra, os beatos Edmundo Duke, Ricardo Hill, João Hogg e Ricardo Holiday, presbíteros e mártires, que, regressando do Colégio dos Ingleses de Reims à sua pátria, no reinado de Isabel I, foram condenados à morte e enforcados por causa do sacerdócio.

(† 1590)


8. Em Seul, na Coreia, as santas mártires Bárbara Kim, viúva, e Bárbara Yi, virgem de quinze anos de idade, que foram presas ao mesmo tempo e morreram de peste no cárcere.

(† 1839)


9. Em Nakibuwo, localidade do Uganda, Santo Atanásio Bazzekuketta, mártir, que era um jovem da casa real recentemente batizado e, ao ser conduzido ao lugar do suplício com os outros companheiros por ter abraçado a fé em Cristo, pediu aos algozes que o matassem imediatamente e, espancado até à morte, consumou o martírio.

(† 1886)


10. Em Lubawo, também no Uganda, São Gonzaga Gonza, mártir, que era um dos fâmulos reais e, quando ia preso com cadeias para a fogueira, foi trespassado pelas lanças dos algozes.

(† 1886)


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