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  • Foto do escritorSérgio Fadul / Franciscanos

Santa Catarina de Alexandria


Santa Catarina de Alexandria


Catarina nasceu na cidade egípcia Alexandria e cresceu como uma pagã, mas em sua adolescência converteu-se ao cristianismo. Diz-se que ela visitou seu contemporâneo, o imperador romano Maximiano, e tentou convencê-lo do erro moral na perseguição aos cristãos. Ela conseguiu converter a sua esposa, a Imperatriz, e muitos pagãos que o Imperador enviou para disputar com ela.


Alguns textos escritos entre os séculos VI e X , que se reportam aos acontecimentos do ano 305, tornaram pública a empolgante figura feminina de Catarina. Descrita como uma jovem de dezoito anos, cristã, de rara beleza, era filha do rei Costus, de Alexandria, onde vivia no Egito. Muito culta, dispunha de vastos conhecimentos teológicos e humanísticos. Com desenvoltura, modéstia e didática, discutia filosofia, política e religião com os grandes mestres, o que não era nada comum a uma mulher e jovem naquela época. E fazia isso em público, por isso era respeitada pelos súditos da Corte que seria sua por direito.


Entretanto, esses eram tempos duros do imperador romano Maximino, terrível perseguidor e exterminador de cristãos. Segundo os relatos, a história do martírio da bela cristã teve início com a sua recusa ao trono de imperatriz. Maximino apaixonou-se por ela, e precisava tirá-la da liderança que exercia na expansão do cristianismo. Tentou, oferecendo-lhe poder e riqueza materiais. Estava disposto a divorciar-se para casar-se com ela, contanto que passasse a adorar os deuses egípcios.


Catarina recusou enfaticamente, ao mesmo tempo que tentou convertê-lo, desmistificando os deuses pagãos. Sem conseguir discutir com a moça, o imperador chamou os sábios do reino para auxiliá-lo. Eles tentaram defender suas seitas com saídas teóricas e filosóficas, mas acabaram convertidos por Catarina. Irado, Maximino condenou todos ao suplício e à morte. Exceto ela, para quem tinha preparado algo especial.


Mandou torturá-la com rodas equipadas com lâminas cortantes e ferros pontiagudos. Com os olhos elevados ao Senhor, rezou e fez o sinal da cruz. Então, ocorreu o prodígio: o aparelho desmontou. O imperador, transtornado, levou-a para fora da cidade e comandou pessoalmente a sua tortura, depois mandou decapitá-la. Ela morreu, mas outro milagre aconteceu. O corpo da mártir foi levado por anjos para o alto do monte Sinai. Isso aconteceu em 25 de novembro de 305.


Contam-se aos milhares as graças e os milagres acontecidos naquele local por intercessão de santa Catarina de Alexandria. Passados três séculos, Justiniano, imperador de Bizâncio, mandou construir o Mosteiro de Santa Catarina e a igreja onde estaria sua sepultura no monte Sinai. Mas somente no século VIII conseguiram localizar o seu túmulo, difundindo ainda mais o culto entre os fiéis do Oriente e do Ocidente, que a celebram no dia de sua morte.


Ela é padroeira da Congregação das Irmãs de Santa Catarina, dos estudantes, dos filósofos e dos moleiros – donos e trabalhadores de moinho. Santa Catarina de Alexandria integra a relação dos quatorze santos auxiliares da cristandade.


A Igreja também celebra hoje a memória dos santos: Jocunda e Mercúrio.



MARTIROLÓGIO ROMANO

25/11


1. Santa Catarina, mártir, que, segundo a tradição, foi uma virgem de Alexandria, dotada de sutil inteligência e sabedoria, bem como de fortaleza de ânimo. O seu corpo venera-se piedosamente no célebre cenóbio do monte Sinai.

(† data inc.)


2. Em Cesareia, na Capadócia, hoje Kayseri, na Turquia, São Mercúrio, mártir.

(† data inc.)


3. Em Roma, a comemoração de São Moisés, presbítero e mártir, que, no tempo do imperador Décio, depois de ter sido martirizado o papa São Fabião, decidiu assumir, juntamente com o colégio dos presbíteros, o cuidado dos irmãos desta Igreja; determinou que devia conceder-se a reconciliação aos renegados enfermos e moribundos e, durante o longo tempo em que esteve detido no cárcere, recebia constantemente o conforto das cartas de São Cipriano de Cartago, sendo finalmente coroado com um martírio glorioso e admirável.

(† 251)


4. Em Alexandria, no Egito, São Pedro, bispo e mártir, que, dotado de todas as virtudes, foi decapitado por ordem do imperador Galério Máximo, sendo a última vítima e o selo dos mártires na grande perseguição contra a Igreja. Com ele se comemoram três bispos egípcios – Hesíquio, Pacómio e Teodoro – e muitos outros mártires, que, também em Alexandria, na mesma perseguição, cruelmente assassinados ao fio da espada, subiram ao Céu.

(† 305-311)


5. Na Numídia, em território da actual Argélia, São Márculo, bispo, que, segundo a tradição, morreu mártir no tempo do imperador Constante, despenhado de um rochedo por um certo Macário.

(† 347)


6*. No território de Agen, na Aquitânia, atualmente na França, São Maurino, mártir, que, dedicado à evangelização do povo rural, segundo a tradição foi cruelmente assassinado pelos pagãos.

(† s. VI)


7*. No território de Valence, na Gália, também na hodierna França, a Beata Beatriz de Ornacieux, virgem da Ordem Cartusiana, insigne pelo amor à Cruz, que viveu e morreu em extrema pobreza no mosteiro de Eymeu, por ela fundado.

(† 1303/1309)


8*. Em Reute, na Suábia, em território da atual Alemanha, a Beata Isabel Achler, apelidada a Boa, virgem, que, vivendo como reclusa na Ordem Terceira Regular de São Francisco, praticou admiravelmente a humildade, a pobreza e a mortificação corporal.

(† 1480)


9. Em Seul, na Coreia, São Pedro Yi Ho-yong, mártir, que, sendo catequista, foi capturado pelas milícias, juntamente com sua irmã Santa Águeda Yi So-sa e, permanecendo firme na confissão da fé, depois de lhe terem quebrado os ossos por três vezes, ficou detido quatro anos no cárcere, onde finalmente morreu; foi o primeiro da gloriosa falange de mártires desta nação.

(† 1838)


10*. Em Puebla de Híjar, localidade próxima de Teruel, na Espanha, o Beato Jacinto Serrano López, da Ordem dos Pregadores e mártir, que foi fuzilado na perseguição contra a Igreja. Com ele comemora-se o beato mártir Tiago Meseguer Burillo, presbítero da mesma Ordem, que, por Cristo, em dia desconhecido, consumou em Barcelona o glorioso combate.

(† 1936)

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