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São Zacarias (Papa)


Filho de Policrômio, da Magna Grécia, atual Calábria, e precisamente da cidade de Santa Severina, São Zacarias assumiu o sumo pontificado após a morte de Gregório III. Foi o último dos papas de origem oriental.


Com a rápida eleição e consagração de Zacarias, terminou a sujeição de se esperar a confirmação do imperador grego, ou do exarca de Ravena, seu representante na Itália. Clero, povo e o eleito não quiseram esperar a costumeira confirmação. Não foi um ato isolado. O papa já exercia de fato o governo civil de Roma e arredores.


Aparece nessa época uma expressão nova para designar o ducado de Roma e as colônias agrícolas pertencentes à Igreja: “República dos romanos”, “república romana” ou ainda “república Santa da igreja de Deus”.


A palavra república tem o sentido etimológico, e não o atual. O soberano dessa república de direito era o longínquo imperador de Bzâncio, de fato o papa. Ela era chamada santa porque não pertencia à pessoa do papa, mas a São Pedro, a quem os romanos olham como padroeiro e protetor.


Zacarias, por ter-se declarado a favor de Luitprando contra o duque Trasamundo de Espoleto, recobrou não só as 4 fortalezas que o rei Longobardo havia arrebatado, mas também outros patrimônios. Os habitantes do exarcado de Ravena, ameaçados por Luitprando, acorreram ao papa, juntamente com os habitantes da Pentápolis.


O papa, apresentando-se diante do rei, o fez mudar de ideia. Em 751, Zacarias, respondendo a uma consulta de Pepino, mordomo do rei Quilperico, aconselhou-o a assumir de direito também o governo da França, e foi ungido rei por São Bonifácio. O Pontificado de Zacarias durou quase 11 anos, morrendo em 22-3-752.


Oração de São Zacarias: “Que as nações vos glorifiquem, ó Senhor, que todas as nações vos glorifiquem ! Que o Senhor e nosso Deus, nos abençoe, e o respeitem os confins de toda a terra !”


São Zacarias, rogai por nós!


Outros Santos: Otaviano, Santa Catarina de Gênova, Basilisa, Calíopo, Saturnino, (mártires); Paulo, Deogratias, Bemvindo, Epadrófito (bispos).



MARTIROLÓGIO ROMANO

22/03


1. Comemoração de Santo Epafrodito, a quem o apóstolo São Paulo chama irmão, colaborador e companheiro de combate.


2. Perto de Narbonne, cidade do litoral da Gália, hoje na França, junto da Via Domícia, o sepultamento de São Paulo, bispo.

(† s. III)


3. Na Galácia, na atual Turquia, os santos Calínico e Basilissa, mártires.

(† data inc.)


4. Em Ancira, também na Galácia, São Basílio, presbítero e mártir, que, durante todo o mandato do imperador Constâncio, resistiu fortemente aos arianos, e em seguida, no tempo do imperador Juliano, tendo orado a Deus para que nenhum cristão se afastasse da fé, foi preso e entregue ao procônsul da província e, depois de muitos tormentos, consumou o seu martírio.

(† 362)


5. Comemoração de Santa Lia, viúva romana, cujas virtudes e partida deste mundo para Deus receberam os louvores de São Jerónimo.

(† c. 383)


6. Em Ósimo, no Piceno, hoje nas Marcas, região da Itália, São Benvindo Scotívoli, bispo, que, eleito pelo papa Urbano IV para esta sede, conciliou a paz entre os cidadãos e, conforme o espírito dos Frades Menores, quis morrer sobre a terra nua.

(† 1282)


7. Em Londres, na Inglaterra, São Nicolau Owen, religioso da Companhia de Jesus e mártir, que durante muitos anos construiu refúgios para esconder os sacerdotes; e por isso, no reinado de Jaime I, depois de ser encarcerado e durissimamente torturado e finalmente lançado no cavalete, foi gloriosamente ao encontro de Cristo Senhor.

(† 1606)


8*. Em Angers, na França, o Beato Francisco Chartier, presbítero e mártir, que, durante a Revolução Francesa, morreu decapitado em ódio ao sacerdócio.

(† 1794)


9*. No campo de concentração de Stutthof, perto de Gdansk, na Polónia, os beatos Mariano Górecki e Bronislau Komorowski, presbíteros e mártires, que, durante a ocupação militar da sua pátria por sequazes de uma doutrina hostil à religião, foram fuzilados em ódio à fé cristã.

(† 1940)


10♦. Em Münster, na Alemanha, o Beato Clemente Augusto Graf von Galen, bispo, que refletiu entre o clero e o povo a imagem evangélica do bom Pastor; lutou abertamente conta os erros do nacional-socialismo e contra a violação dos direitos do homem e da Igreja e pela sua coragem foi chamado “o leão de Münster".

(† 1947)

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