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  • Sérgio Fadul / Aletéia

São Silvestre I


Sim, porque este não é apenas o nome de uma corrida de rua...


São Silvestre, nascido em Roma no ano 285, se tornou o 33º Papa da Igreja Católica no dia 31 de janeiro de 314, sucedendo São Melquíades.


Foi sob o seu pontificado que o imperador romano Constantino decretou o fim da brutal perseguição contra os cristãos, que tinha marcado de sangue os primeiros séculos da Igreja. Aliás, São Silvestre foi um dos primeiros santos canonizados que não sofreram o martírio.


A propósito da conversão de Constantino, a tradição narra que ele teria tido uma visão antes da batalha da Ponte Mílvio, em 312: confira o resto dessa história aqui. No entanto, existe outra versão, segundo a qual o imperador teria lepra e, assim que São Silvestre o batizou por imersão numa piscina, viu-se instantaneamente curado. Praticamente não existem fundamentos para esse relato alternativo, pois Constantino foi batizado no final da vida pelo bispo Eusébio, de Nicomédia.


Sob o papado de São Silvestre, com o estabelecimento da autoridade da Igreja, foram construídos alguns dos primeiros grandes monumentos cristãos, como a Igreja do Santo Sepulcro, em Jerusalém, e as primitivas basílicas de São João de Latrão e de São Pedro, em Roma, além das igrejas dos Santos Apóstolos em Constantinopla.


São Silvestre enviou emissários pontifícios para o representarem no sínodo de Arles (314) e no primeiro Concílio de Niceia (325), convocados ambos por Constantino. A ausência do Papa, que até hoje é motivo de debate, se deveu possivelmente a razões de saúde.


São Silvestre faleceu em 31 de dezembro de 335, aos 50 anos de idade, encerrando assim um pontificado de 21 anos de duração. Foi sucedido pelo brevíssimo pontificado de São Marcos Papa, que durou apenas 8 meses e meio.


O último dia de dezembro, que também tinha sido a data da sua eleição ao papado, foi ainda a data da sua canonização e é a data da sua festa litúrgica.


É em homenagem ao santo do dia que a famosa corrida de rua que acontece todos os anos em São Paulo leva o nome de “Corrida de São Silvestre“.



MARTIROLÓGIO ROMANO

31/12


1. São Silvestre I, papa, que dirigiu piedosamente a Igreja durante muitos anos, no tempo em que o imperador Constantino construiu as venerandas basílicas romanas e o Concílio de Niceia aclamou Cristo como Filho de Deus. Neste dia foi sepultado o seu corpo no cemitério de Priscila.

(† 335)


2. Também em Roma, no cemitério dos Jordanos, junto à Via Salária Nova, as santas Donata, Paulina, Rogata, Dominanda, Serótina, Saturnina e Hilária, mártires.

(† data inc.)


3. Em Sens, na Gália Lionense, atualmente na França, Santa Colomba, virgem e mártir.

(† s. IV)


4. Em Constantinopla, hoje Istambul, na Turquia, São Zótico, presbítero, que se dedicou a providenciar o sustento dos órfãos.

(† s. IV)


5. Em Jerusalém, Santa Melânia a Jovem, que, com seu esposo São Piniano, deixou Roma e partiu para a Cidade Santa, onde abraçaram a vida religiosa, ela entre as mulheres consagradas a Deus e ele entre os monges, e ambos descansaram numa santa morte.

(† 439)


6. Em Ravena, na Flamínia, hoje na Emília-Romanha, São Barbaciano, presbítero.

(† s. V)


7*. Em Lausana, no território dos Helvécios, na hodierna Suíça, São Mário, bispo, que transferiu para esta cidade a sede de Avenches, edificou muitas igrejas e foi defensor dos pobres.

(† 594)


8. Em La Louvesc, localidade situada nos montes próximos de Le Puy-en-Vélay, na França, São João Francisco de Règis, presbítero da Companhia de Jesus, que, pela pregação e celebração do sacramento da penitência, peregrinando sem descanso por montes e aldeias, trabalhou incansavelmente para a renovação da fé católica nos seus habitantes.

(† 1640)


9*. Na fortaleza de Mercués, perto de Cahors, na França meridional, o passamento do Beato Alano de Solminihac, bispo de Cahors, que, nas suas visitas pastorais, procurou promover a correção dos costumes do povo e trabalhou com grande zelo apostólico para a renovação da Igreja a ele confiada.

(† 1659)


10. Em Paris, na França, Santa Catarina Labouré, virgem das Filhas da Caridade, que venerou de modo singular a Imaculada Mãe de Deus e resplandeceu pela sua simplicidade, caridade e paciência.

(† 1876)


11♦. Em Cágliari, na Sardenha, região da Itália, a Beata Josefina Nicoli, virgem das Filhas da Caridade de São Vicente de Paulo.

(† 1924)

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