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  • Sérgio Fadul / Portal Claret

São Pio X


Origens


Santo Pio X foi batizado com o nome de José Melquior Sarto. Nasceu numa família pobre, humilde e cheia de filhos. Mas, também, era uma família rica de fé em Nosso senhor Jesus Cristo. Seu local de nascimento e infância foi um vilarejo na região de Riese, pertencente à diocese de Treviso, que fica ao norte da Itália. Sua data de nascimento foi 2 de junho de 1835. Desde pequeno, José mostrou uma ter inteligência brilhante. Por isso, seus pais decidiram fazer um enorme esforço para que o menino conseguisse estudar. Assim, dia após dia, por quatro anos, José caminhou descalço por vários quilômetros para ir e vir da escola. Sua alimentação nesse tempo se resumia a um pedaço de pão que levava para o almoço. E desde esse tempo de criança, o brilhante José já dizia que queria ser padre.


Órfão de pai


Quando se preparava para ingressar no seminário, seu pai veio a falecer. José, então, quis deixar os estudos para ajudar em casa. Sua mãe, porém, não permitiu. Ela se chamava Margarida e era uma camponesa cheia de coragem e fé. Assim, José permaneceu no seminário com o coração dividido por causa e sua família. Mas sua mãe sempre o encorajou a permanecer firme. No seminário, José também destacou-se nos estudos demonstrando, mais uma vez, sua inteligência brilhante.


Ordenação e ascensão


José Melquior Sarto, o futuro Papa Pio X foi ordenado padre aos vinte e três anos. Por causa de sua inteligência, vida de oração, humildade e carisma, ele viveu uma ascensão rápida na Igreja. No começo da vida de padre, foi vice-vigário em um vilarejo. Em seguida, o bispo designou-o vigário de uma grande paróquia. Por causa de seu trabalho pastoral marcante, foi nomeado cônego da catedral de Treviso. Depois, foi sagrado bispo da diocese italiana de Mântua. Em seguida, o Papa deu a ele o título de cardeal de Veneza. E, depois do falecimento do Papa Leão XIII, no conclave de 1903, Dom José Melquior Sarto foi eleito papa. Ele aceitou a missão e escolheu o nome de Pio X.


O começo da missão papal


Dom José Sarto assumiu o nome de Papa Pio X, mas continuou a ser quem era, vivendo a modéstia, a simplicidade e a pobreza. O lema de seu pontificado surpreendeu o mundo: "Restaurar as coisas em Cristo". Este lema foi bastante sentido através de uma vigilante atenção dada à vida interior da Igreja. Além disso, Pio X promoveu renovações na Igreja, como criar bibliotecas e reformar os seminários. Renovou também a música sacra, pela qual nutria grande amor. Outra reforma importante do Papa Pio X foi a do breviário, o livro de orações que os clérigos utilizam para rezar o ano inteiro.


Reformas para os leigos


Grande devoto da Eucaristia, São Pio X permitiu que os fiéis tivessem a grande graça de poderem receber a comunhão diariamente. Ele também autorizou que as crianças acima de sete anos pudessem receber a primeira comunhão. Sob seu governo, o ensino do catecismo passou a ser ministrado em todas as paróquias, para fiéis de todas as idades, pois ele percebia que os católicos precisavam conhecer melhor a fé que professam. Essas reformas trouxeram importantes mudanças para a Igreja.


Previsão da Primeira Guerra Mundial


Teólogo brilhante, São Pio X foi também pastor muito dedicado. Com satisfação ele fazia questão de se definir como "um simples pároco do campo". Ele anteviu a Primeira Guerra Mundial e isso lhe causou muito sofrimento. Sofreu pelas perdas que a humanidade sofreria e pela impotência de, mesmo como Papa, não poder fazer nada para evita-la.


Dom da cura


São Pio X tinha o dom da cura. Quando ele ainda estava vivo, várias curas extraordinárias aconteceram a doentes que tiveram contato com ele. Homem simples e acessível, ele explicava essas curas afirmando que elas emanavam "do poder das chaves de São Pedro". Poder este que vem de Nosso senhor Jesus Cristo. São Pio X faleceu quando tinha setenta e nove anos, em 20 de agosto de 1914 e passou a ser aclamado como santo pelos fiéis. Em 1954 foi celebrada sua canonização.


Oração a São Pio X


“Ó Deus, que destes a São Pio X a graça de governar vossa Igreja com sabedoria, amor e verdade, dai também a nós, por sua intercessão, a graça de sabermos governar nossas vidas, nossas famílias, nossos empreendimentos, para que o vosso nome seja sempre mais glorificado. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo, amém. São Pio X, rogai por nós.”


MARTIROLÓGIO ROMANO

21/08


1. Memória de São Pio X, papa, que, depois de exercer o ministério paroquial, foi bispo de Mântua e Patriarca de Veneza; finalmente eleito Romano Pontífice, tomou como lema do seu governo “instaurar todas as coisas em Cristo”, que pôs em prática com grande simplicidade de alma, pobreza e fortaleza, incitando os fiéis a intensificar a vida cristã com a participação na Eucaristia, a dignidade da sagrada Liturgia e a integridade da doutrina.

(† 1914)


2. Na Trácia, na actual Turquia, os santos Agatónico, Zótico e outros, mártires, que, segundo a tradição, sofreram o martírio em Silímbria e noutros lugares da região.

(† s. III)


3. Em Roma, no Campo Verano, Santa Ciríaca, que deu o seu nome ao cemitério na Via Tiburtina, que ela tinha doado à Igreja.

(† s. III-IV)


4. Em Útica, na África Proconsular, na atual Tunísia, São Quadrato, bispo e mártir, que, juntamente com todo o seu povo, clérigos e leigos, deu testemunho de Cristo e, como bom pastor, seguiu no martírio, quatro dias depois, o rebanho que tinha apascentado.

(† s. III-IV)


5. Em Verona, atualmente no Véneto, região da Itália, Santo Euprépio, que é considerado o primeiro bispo desta cidade.

(† s. III-IV)

6. Em Fordingiano, na Sardenha, região da Itália, São Lussório, mártir.

(† s. IV)


7. Comemoração dos santos mártires Bassa e seus três filhos Teógnio, Agápio e Pístio, que se narra terem sofrido o martírio: Bassa, na ilha Halona, os outros em Edessa, na Hélade, lugares da actual Grécia.

(† s. IV)


8. Em Gévaudan, território dos Gábalos, povo antigo da Gália meridional, na atual França, São Privato, bispo e mártir, que, durante a invasão dos Vândalos, capturado na cripta onde se retirava em jejuns e orações, foi flagelado até à morte por se ter recusado a atraiçoar o seu rebanho sacrificando aos ídolos.

(† c. 407)


9. Em Clermont-Ferrand, na Aquitânia, também na atual França, São Sidónio Apolinar, que era prefeito da cidade de Roma, quando foi ordenado bispo de Clermont; dotado de grande cultura, tanto nas ciências humanas como nas ciências sagradas, e animado de singular fortaleza cristã, opôs-se corajosamente à ferocidade dos bárbaros como verdadeiro pai universal e mestre insigne.

(† c. 479)


10*. Em Alzira, na província de Valência, na Espanha, a comemoração dos santos mártires Bernardo, anteriormente chamado ‘Ahmed, monge da Ordem Cisterciense, e suas irmãs Maria (Zaida) e Graça (Zoraida), que ele tinha conduzido da religião maometana à fé cristã.

(† c. 1180)


11. Em Hung Yên, cidade do Tonquim, no actual Vietnam, São José Dang Dinh (Niên) Viên, presbítero e mártir no tempo do imperador Minh Mang.

(† 1838)


12*. Em Antananarivo, na ilha de Madagáscar, a Beata Vitória Rasoamarivo, que, depois de viver em matrimónio com um homem violento e tendo ficado viúva, quando os missionários foram expulsos da ilha, ajudou com grande solicitude os cristãos e defendeu-os perante os magistrados públicos.

(† 1894)


13*. Em Alberic, localidade da província de Valência, na Espanha, o Beato Salvador Estrugo Solves, presbítero e mártir, que, durante a perseguição, suportou por amor de Cristo todas as adversidades até alcançar a palma do martírio.

(† 1936)


14*. Em El Morrot, localidade próxima de Barcelona, também na Espanha, o Beato Raimundo Peiró Victori, presbítero da Ordem dos Pregadores e mártir, que, na mesma perseguição, acolhendo fielmente as palavras de Cristo, passou da morte à vida gloriosa.

(† 1936)


15*. Perto de Munique, cidade da Baviera, na Alemanha, o Beato Bruno Zembol, mártir, que, deportado da Polónia, sua pátria, dominada por um regime inimigo de Deus, por causa da sua fé foi recluído no campo de concentração de Dachau, onde sofreu cruéis tormentos e morreu gloriosamente.

(† 1942)


16♦. Em Nowi Zmigrod, na Polónia, o Beato Ladislau Findysz, presbítero diocesano de Przemysl e mártir, que foi assassinado por um nefando regime hostil à Igreja e à dignidade humana.

(† 1964)

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