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  • Sérgio Fadul - Wikipédia

São Marcos Evangelista


São Marcos Evangelista (em grego: Μάρκος; em hebraico: מרקוס; em árabe egípcio: مرقص; em copta: Μαρκοϲ; c.10 a.C. — Alexandria, 25 de abril de 68) foi discípulo do apóstolo São Paulo de Tarso e posteriormente de São Pedro. É tradicionalmente considerado como o autor de um dos Evangelhos. Ele é também um dos Setenta Discípulos e venerado como santo por várias igrejas cristãs, dentre as quais a católica, a ortodoxa e a copta, a qual o considera propriamente o patriarca, fundador da Igreja de Alexandria, uma das principais sedes do cristianismo primitivo.


A tradição cristã o identifica com o João Marcos (em grego: Μάρκος Ιωάννης, transl. Márkos Iōánnēs), mencionado como companheiro de São Paulo nos Atos dos Apóstolos, e que posteriormente teria se tornado um discípulo de Simão Pedro (São Pedro). Uma tradição anterior, relatada já no século II-III d.C. por Hipólito (obra espúria; "Sobre os Setenta Apóstolos") distingue os dois. De acordo com ele, São Marcos, o evangelista, de 2 Timóteo 4, 11 é diferente de João Marcos (de Atos do Apóstolos 12, 12-25, Atos dos Apóstolos 13, 5-13 e Atos dos Apóstolos 15, 37) e Marcos, primo de Barnabé (de Colossenses 4, 10 e Filemon 24, 1). Todos eles pertenceriam aos "Setenta Discípulos" que foram enviados por Jesus para saturar a Judeia com o evangelho (veja São Lucas 10, 1-16).


De acordo com Santo Eusébio de Cesareia (Hist. Ecl. II. 9, 1-4), Herodes Agripa I em seu primeiro de governo sob toda a Judeia (41 d.C.) matou São Tiago menor, filho de Zebedeu, e prendeu São Pedro, planejando matá-lo após a Páscoa judaica. São Pedro foi salvo milagrosamente por anjos e escapou do reino de Herodes (Atos dos Apóstolos 12, 1-19). Depois de muitas viagens pela Ásia Menor e pela Síria, ele chegou em Roma no segundo ano do imperador Cláudio (42 d.C.). Em algum ponto pelo caminho, São Pedro encontrou São Marcos, o evangelista, restaurou sua fé (após ele ter deixado Jesus em São João 6, 44-66), e tomou-o como companheiro de viagem e intérprete. A pregação de Pedro na cidade teve tanto sucesso que ele foi presenteado pelos habitantes da cidade com uma estátua e, a pedidos da população, São Marcos escreveu os sermões de Pedro, compondo assim o Evangelho segundo São Marcos (Hist. Ecl. II 15 e 16) antes de partir para Alexandria no terceiro ano de Cláudio (43 d.C.).


Lá, ele fundou a Igreja de Alexandria, cuja sucessão até os dias de hoje é alegada por diversas diferentes denominações (veja Patriarca de Alexandria), mas principalmente pela Igreja Ortodoxa Copta. Aspectos da liturgia copta podem referenciados ao próprio São Marcos. Ele então se tornou o primeiro bispo de Alexandria e tem a honra de ser também o fundador do Cristianismo na África.


Ainda de acordo com Eusébio (Hist. Ecl. II 24, 1), o sucessor de Marcos como bispo de Alexandria foi Aniano, no oitavo ano do imperador Nero (62-63 d.C.), provavelmente (mas não certamente) por conta de sua morte. Tradições coptas posteriores dizem que ele foi martirizado em 68 d.C.


A evidência de que o autor do Evangelho que tem o seu nome é Marcos vem de Pápias de Hierápolis, nos fragmentos de sua "Exposição dos oráculos do Senhor".


Muita confusão já se criou por conta de mistura de São Marcos, o evangelista, com João Marcos e o Marcos, primo de Barnabé. Esta mistura acabou provocando uma diminuição de importância de Barnabé, de um verdadeiro "Filho do Conforto" para um que favorece seus parentes sobre outros princípios: p. 55-56. Foi para a casa de Maria, mãe de João Marcos, que São Pedro retornou após ser libertado da prisão. Esta casa era o local de encontro dos primeiros cristãos, "muitos" dos quais estavam ali orando na noite em que ele foi libertado (Atos 12, 12-17).


A mistura com João Marcos levou a diversas especulações. Uma o identifica como o homem que carregou água para a casa onde a Última Ceia foi realizada (São Marcos 14, 13): p. 172. Já outra o identifica como sendo o jovem que correu nu quando Jesus foi preso (São Marcos 14, 51-52): p. 179. E elas podem até ser verdadeiras para João Marcos, uma vez que era na sua casa que se localiza o quarto superior (das reuniões), mas é improvável que tenha qualquer relação com o evangelista.


A Igreja Ortodoxa Copta mantém a tradição de que Marcos, o evangelista, foi um dos Setenta Discípulos enviados por Cristo, o que é confirmado pela lista de Hipólito. Porém, a Igreja Copta adotou a tradição que mistura as figuras de Marcos com João Marcos. Ela acredita que foi sim o evangelista que recebeu os discípulos em sua casa após a morte de Jesus, a mesma para onde foi o Jesus ressuscitado e onde também o Espírito Santo desceu nos discípulos no Pentecostes. Os coptas ainda defendem que Marcos era um dos servos nas Bodas de Caná, o que despejou a água que Jesus transformou em vinho (São João 2, 1-11).


Ainda de acordo com a Igreja Copta, São Marcos nasceu em Cirene na Pentápolis, na antiga Líbia. Esta tradição acrescenta ainda que ele para lá retornou mais tarde, após ter sido enviado por São Paulo para Colossos (Colossenses 4, 10 e Filemon 24, 1 - passagens que tratam de Marcos, primo de Barnabé) e de ter servido com ele em Roma (2 Timóteo 4, 11). Da Pentápolis ele seguiu para Alexandria. Quando Marcos retornou para Alexandria, os pagãos da cidade ficaram ressentidos com os seus esforços para converter os alexandrinos da religião tradicional helênica. Conta esta tradição que eles colocaram uma corda à volta de seu pescoço e o arrastaram pelas ruas até que estivesse morto.


As Relíquias


Em 828 d.C., relíquias que se acredita serem de São Marcos foram roubadas em Alexandria por dois mercadores venezianos e levadas para Veneza, que tinha São Teodoro como padroeiro.


Uma basílica foi construída para guardá-las, chamada de Basílica de São Marcos. Há um mosaico nela mostrando os marinheiros cobrindo as relíquias com carne de porco para que os muçulmanos, senhores de Alexandria, impedidos de tocar nela, não inspecionassem a carga.


Na igreja de São Marcos, em Braga, existe uma bela arca tumular onde se conservam o que se crê serem as relíquias do evangelista, para lá levadas no século XI pelo arcebispo Maurício Burdino.


O coptas acreditam que a cabeça do santo permaneceu em Alexandria. Todos os anos, no trigésimo dia do mês de Paopi, a Igreja Ortodoxa Copta comemora a consagração da igreja de São Marcos e o aparecimento da cabeça do santo na cidade. Esta cerimônia ocorre na Catedral Ortodoxa Copta de São Marcos, onde a cabeça do santo está preservada.


Em 1063, durante a consagração da Basílica de São Marcos, as relíquias do santo não puderam ser encontradas. Porém, de acordo com a tradição, em 1094, o santo pessoalmente revelou a localização de seus restos mortais estendendo o braço a partir de um pilar [22]. Estes restos recém-encontrados foram colocados num sarcófago na basílica.


Em junho de 1968, o papa Cirilo VI de Alexandria enviou uma delegação não oficial à Roma para receber uma relíquia de São Marcos do papa Paulo VI. A relíquia era um pequeno pedaço de osso que havia sido presenteado ao papa romano pelo cardeal Giovanni Urbani, Patriarca de Veneza. O papa Paulo, endereçando a delegação, disse que o resto das relíquias do santo permanecerão na cidade.


São Marcos Evangelista, rogai por nós!



MARTIROLÓGIO ROMANO

25/04



1. Festa de São Marcos, Evangelista, que, depois de ter acompanhado São Paulo no seu apostolado em Jerusalém, seguiu os passos de São Pedro, por ele chamado filho, e, segundo a tradição, reuniu no Evangelho a catequese de São Pedro aos Romanos e fundou a Igreja de Alexandria.



2. Comemoração de Santo Aniano, bispo de Alexandria, no Egito, que, segundo o testemunho de Eusébio, no oitavo ano do imperador Nero, foi o primeiro bispo desta cidade depois de São Marcos e a dirigiu durante vinte e dois anos, como homem de Deus e em todos os sentidos admirável.

(† c. 67)



3. Em Doróstoro, na Mésia, hoje Silistra, na Bulgária, os santos Pasícrates e Valenciano, mártires, que, pela confissão da fé em Cristo como único Deus, submeteram corajosamente a cabeça à espada.

(† c. 302)



4. Em Agen, na Aquitânia, hoje na França, São Febádio, bispo, que escreveu um livro contra os arianos e protegeu o seu povo da heresia.

(† c. 393)


5. Em Antioquia, na Síria, hoje Antakya, na Turquia, Santo Estêvão, bispo e mártir, que sofreu muitos ataques dos hereges que se opunham ao Concílio de Calcedónia e, no tempo do imperador Zenão, foi precipitado no rio Orontes, onde morreu afogado.

(† 479)


6. Em Vienne, na Borgonha, na atual França, São Clarêncio, bispo.

(† s. VII)



7. Em Lobbes, no Brabante da Austrásia, no território da atual Bélgica, Santo Ermino, abade e bispo, intensamente aplicado à oração e dotado do espírito de profecia, que sucedeu a Santo Usmaro.

(† 737)



8*. Em Piacenza, na Emília-Romanha, região da Itália, Santa Franca, abadessa, que decidiu entrar na Ordem Cisterciense e passava frequentemente toda a noite em oração na presença de Deus.

(† 1218)



9*. Em Aosta, nos Alpes Graios, atualmente na Itália, o Beato Bonifácio Valperga, bispo, insigne pela sua caridade e humildade.

(† 1243)


10*. Na ilha de Wight, na Inglaterra, os beatos Roberto Anderton e Guilherme Marsden, presbíteros e mártires, que foram condenados à morte, na perseguição da rainha Isabel I, por terem entrado, embora por naufrágio, como sacerdotes na Inglaterra e aceitaram com firmeza e paz de alma o martírio.

(† 1586)



11. Em Antígua, próximo da cidade de Guatemala, na América Central, São Pedro de São José Betancur, irmão da Ordem Terceira de São Francisco, que, sob o patrocínio de Nossa Senhora de Belém, se dedicou arduamente a socorrer os órfãos, os mendigos, os jovens incultos e rejeitados, os emigrantes e os condenados a trabalhos forçados.

(† 1667)



12. Em Remedello, localidade da província de Bréscia, na Itália, São João Piamarta, presbítero, que, enfrentando graves adversidades, fundou em Bréscia o Instituto dos Pequenos Artesãos e, nas proximidades de uma colónia agrícola, para que os jovens recebessem uma educação religiosa e a aprendizagem de um ofício, fundou também a Congregação da Sagrada Família de Nazaré.

(† 1913)



13♦. Em Guanato, no México, os beatos mártir André Solá y Molist, presbítero Claretiano, José Trindade Rangel Montano, presbítero, e Leonardo Pérez Lários.

(† 1927)

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