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  • Foto do escritorSérgio Fadul / Franciscanos

São Bernardino de Sena


Na Itália, Bernardino nasceu na nobre família senense dos Albizzeschi, Albertollo de Albizeschi e Raniera de Avveduti, em 8 de setembro de 1380, na pequena Massa Marítima, em Carrara. Ficou órfão da mãe quando tinha três anos e do pai aos sete, sendo criado na cidade de Sena por duas tias extremamente religiosas, que o levaram a descobrir a devoção a Nossa Senhora e a Jesus Cristo.


Depois de estudar na Universidade de Sena, formando-se aos 22 anos, abandonou a vida mundana e ingressou na Ordem de São Francisco, cujas regras abraçou de forma entusiasmada e fiel. Apoiando o movimento chamado “observância”, que se firmava entre os franciscanos, no rigor da prática da pobreza vivida por são Francisco de Assis, acabou sendo eleito Vigário Geral de todos os conventos dos franciscanos da observância.


Aos 35 anos, começou o apostolado da pregação, exercido até a morte. E foi o mais brilhante de sua época. Viajou por toda a Itália ensinando o Evangelho, com seus discursos sendo taquigrafados por um discípulo com um método inventado por ele. O seu legado nos chegou integralmente e seu estilo rápido, bem acessível, leve e contundente, se manteve atual até os nossos dias. Os temas frequentes sobre a caridade, humildade, concórdia e justiça, traziam palavras duríssimas para os que “renegam a Deus por uma cabeça de alho” e pelas “feras de garras compridas que roem os ossos dos pobres”.


Naquela época, a Europa vivia grandes calamidades, como a peste e as divisões das facções políticas e religiosas, que provocavam morte e destruição. Por onde passava, Bernardino restituía a paz, com sua pregação insuperável, ardente, empolgante, até mesmo usando de recursos dramáticos, como as fogueiras onde queimava livros impróprios, em praça pública. Além disso, como era grande devoto de Jesus, ele trazia as iniciais JHS – Jesus Salvador dos Homens – entalhadas num quadro de madeira, que oferecia para ser beijado pelos fiéis após discursar.


As pregações e penitências constantes, a fraca alimentação e pouco repouso enfraqueciam cada vez mais o seu físico já envelhecido, mas ele nunca parava. Aos 64 anos de idade, Bernardino morreu no convento de Áquila, no dia 20 de maio de 1444. Só assim ele parou de pregar.


Tamanha foi a impressão causada por essa vida fiel a Deus que, apenas seis anos depois, em 1450, foi canonizado. São Bernardino de Sena é o patrono dos publicitários italianos e de todo o mundo. Entre suas obras mais lidas estão “Sermões”, publicada em Latim.


São Bernardino de Sena, rogai por nós!


Fonte: “Santos Franciscanos para cada dia”, de Frei Giulliano Ferrini e Frei José Guilhermo Ramirez, OFM, edição Porziuncola


MARTIROLÓGIO ROMANO

20/05


1. São Bernardino de Sena, presbítero da Ordem dos Menores, que por cidades e aldeias evangelizou o povo da Itália com a palavra e o exemplo e propagou a devoção ao Santíssimo Nome de Jesus, exercendo infatigavelmente o ministério da pregação com grande fruto das almas até ao dia da sua morte, em L’Áquila, nos Abruzos, região da Itália.

(† 1444)


2. Comemoração de Santa Lídia, de Tiatira, comerciante de púrpura, que foi a primeira a acreditar no Evangelho em Filipos, na Macedónia, ao ouvir a pregação de Paulo.

(† s. I)


3. Em Óstia, no Lácio, região da Itália, Santa Áurea, mártir.

(† data inc.)


4. Em Nimes, na Gália Narbonense, atualmente na França, São Baudélio, mártir.

(† data inc.)


5. Em Egea, na Cilícia, hoje Ayás, na Turquia, São Talaleu, mártir.

(† s. III)

6*. Em Cagliari, na Sardenha, região da Itália, São Lucífero, bispo, que, por defender corajosamente a fé nicena, foi muito perseguido e mandado para o exílio pelo imperador Constâncio; mas regressou à sua sede episcopal, onde morreu como confessor de Cristo.

(† 370)


7*. Em Toulouse, na Aquitânia, hoje na França, Santo Hilário, bispo, que construiu uma pequena basílica de madeira sobre o sepulcro de São Saturnino, seu antecessor.

(† c. 400)


8. Em Bourges, na Aquitânia, também na actual França, Santo Austregisílio, bispo, que se tornou ministro da caridade, de modo especial para com os pobres, os órfãos, os enfermos e os condenados à morte.

(† c. 624)

9. Em Bréscia, na Lombardia, região da Itália, Santo Anastásio, bispo.

(† s. VII)


10. Em Pavia, também na Lombardia, São Teodoro, bispo, que padeceu o exílio durante a guerra entre os Francos e os Lombardos.

(† c. 785)


11*. Em Castagneto, na Etrúria, hoje na Toscana, região da Itália, o Beato Guido de Gherardesca, eremita.

(† c. 1134)


12*. Em Perúgia, na Úmbria, também região da Itália, a Beata Colomba (Ângela) de Riéti, virgem das Irmãs da Penitência de São Domingos, que promoveu a paz entre as facções em conflito na cidade.

(† 1501)

13. Em Seul, na Coreia, São Protásio Chomg Kuk-bo, mártir, que, depois de ter abandonado a fé cristã, a abraçou de novo, professando-a no cárcere entre cruéis torturas até à morte.

(† 1839)


14♦. Em Steyl, localidade da Holanda, a Beata Josefa (Hendrina Stenmanns), virgem, co-fundadora da Congregação das Irmãs Missionárias Servas do Espírito Santo.

(† 1903)


15*. Em Botticino Sera, localidade próxima de Bréscia, na Itália, Santo Arcângelo Tadíni, presbítero, que se empenhou em promover os direitos e dignidade dos operários e fundou a Congregação das Irmãs Operárias da Santa Casa de Nazaré, destinada especialmente a trabalhar pela justiça social.

(† 1912)


16*. Em Milão, na Lombardia, região da Itália, o Beato Luís Talamóni, presbítero, que, cultivando a sua vocação de educador da juventude, exerceu o ministério com suma diligência e eficaz participação nas dificuldades sociais do seu tempo, e fundou a Congregação das Irmãs Misericordinas de São Gerardo.

(† 1926)

17♦. Em Vallenar, no Chile, a Beata Maria Crescência Pérez (Maria Angélioca Pérez), virgem da Congregação das Filhas de Maria do Santíssimo do Horto.

(† 1932)

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