• Sérgio Callado Fadul Jr

Padre Bruno Trombetta

Padre Bruno Trombeta, nasceu em 18 de agosto de 1927, na cidade de São Paulo – SP.

Cursou os estudos no seminário de São José do Rio de Janeiro, ordenou-se em 29 de junho de 1955.

Foi professor do seminário nos anos de 1958 e 1959, vigário cooperador da igreja de São Joaquim, no Estácio em 1960 e neste mesmo ano foi para Roma – Itália para fazer estudos superiores.

Se tornou Mestre em História da Igreja pela Universidade Gregoriana, Mestre em Sociologia pela Universidade Gregoriana, Mestre em Filosofia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, Doutor em Comunicação e Cultura na ECO da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Bacharel em Arqueologia Cristã pelo Instituto Pontifício de Arqueologia e possui diploma de Arquivista pela Escola de Arquivo do Vaticano.

Destacou-se nas diversas atividades em que participou como:

- Pároco da Igreja Santos Anjos, Leblon, RJ, de 1974 a 1980;

- Capelão do Presídio Hélio Gomes, RJ, em 1969;

- Capelão Geral dos Presídios do Rio de Janeiro e Coordenador da Pastoral Penal, RJ, em 1972 até a data de seu falecimento;

- Criador da Comissão Diocesana da Pastoral Penal em 1972;

- Organizou, na época da ditadura militar, as semanas da Pastoral Penal;

- Foi assistente da JEC - Juventude Estudantil Católica, de 1968 à 1972;

- Colaborou com a CNBB, na Organização da Pastoral Carcerária Nacional;

- Foi Assistente Nacional da CNBB, da Arte Sacra durante quatro anos;

- Foi Assistente do Movimento Familiar Cristão de 1970 à 1978;

- Professor do Instituto de Direito Canônico em Filosofia de Direito, Sociologia do Direito e Direito Público Eclesiástico;

- Professor da Escola Mater Ecclesiae nas disciplinas: História da Igreja, Doutrina Social da Igreja e Escatologia.


Possui as seguintes obras publicadas:

- A Igreja, os presos e a sociedade – Editora Vozes, 1988;

- O sacramento do perdão – Edições Paulinas, 1999.


Eu, pessoalmente, pouco conheci do padre Bruno, pois a faixa de tempo foi exatamente na minha juventude, dos 11 anos (o primeiro contato com ele foi horrível... Ia fazer minha primeira comunhão e me confessei com ele... Ele era muito sério e minha penitência não foi nada menos que dois mistérios...). Nos meus 14 anos o conheci no Grupo MOJOV, um grupo que havia antes do Grupo Jovem Semente. Lá vi outro padre, descontraído, alegre e engraçado, além de muito estudioso e orante. Sempre que chegava a época de produzir a Campanha da Fraternidade lá estava ele nas reuniões e sempre rezando muito. Ele foi um amigo por muitos anos e celebrou o meu casamento aos 30 anos. Após o casamento, pouco conseguia vir na paróquia, pois morava em outro bairro, mas ainda o via vez em quando.

Havia uma preocupação dele em fazer com que a juventude entendesse as mazelas do sistema penitenciário e algumas vezes chegou a levar os jovens no presídio mais "leve", na Frei Caneca, antes de acabarem com o presídio.

Testemunhei, assim como outras pessoas, que ele, que morava na Tijuca, na rua Professor Gabizo, tinha um apartamento simples e ainda compartilhava o apartamento com outras 3 famílias de ex-detentos, que pareciam se entender muito bem no espaço pequeno. Era algo muito bonito de se ver o seu desprendimento, assim também como a sua preocupação, pois parte do valor que era destinado à Pastoral era concedida da Alemanha, país para o qual ia anualmente para levar informações e trazer recursos, infelizmente, escondidos, para o governo não taxar os valores já tão difíceis...

Padre Bruno recebeu a Medalha Tiradentes, quando ela ainda não era algo tão comum. Ainda era uma verdadeira homenagem de reconhecimento... Mas também recebeu homenagem póstuma, tenho o seu nome em uma rua e em um colégio.

O colégio é estadual e fica em Bangú, no complexo penitenciário Gericinó, na Estrada General Emilio Maurel Filho, nº 1905,

Já a rua fica no Leblon, no local onde está a Cruzada São Sebastião, uma obra da Igreja para pessoas de baixa renda, sendo que a reivindicação foi dos moradores. Assim diz o auto que também concedeu as informações acima citadas:


"A presente proposição visa a atender a reivindicação dos moradores da Cruzada São Sebastião, encaminhada pelo Padre Marcos Belizário Ferreira, pároco da Paróquia Santos Anjos do Leblon, RJ com fito de homenagear o Padre Bruno Trombeta renominando o trecho da Rua Humberto de Campos entre as avenidas Borges de Medeiros e Afrânio de Melo Franco, com o nome do falecido Clérigo.

Por tudo que representou o seu trabalho e a sua contribuição para a cidadania e pelo que realizou junto à comunidade da Cruzada São Sebastião e atendendo à reivindicação dos moradores da referida comunidade, é que proponho esta justa e merecida homenagem.

Vereador Eliomar Coelho"

PROJETO DE LEI Nº 1276/2003

Altera a denominação do logradouro público que menciona no bairro do Leblon.

Autor: Vereador Eliomar Coelho.

A Câmara Municipal do Rio de Janeiro DECRETA:

Art. 1º O Poder Executivo substituirá o nome do logradouro público atualmente denominado rua Humberto de Campos, no trexo entre as avenidads Afrânio de Melo Franco e Borges de Medeiros, para rua Padre Bruno Trombeta (1927/2003), no bairro do Leblon, circunscrição da VI R.A..

Art. 2º Na execução desta Lei, o Poder Executivo observará o disposto na Lei nº 20, de 3 de outubro de 1977. Art. 3º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação

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