• Papa Francisco - Redação Aleteia

Tesouros do Papa Francisco


Elas foram todas ditas em sua preciosa homilia na solenidade de Maria Mãe de Deus: para ler, meditar e guardar como um tesouro!


1 – “Maravilha: é a atitude que devemos ter no começo do ano, porque a vida é um dom que nos possibilita começar sempre de novo, mesmo da condição mais baixa“.


2 – “Hoje [solenidade de Maria Mãe de Deus] é o dia para nos maravilharmos diante da Mãe de Deus: Deus é um bebê nos braços de uma mulher, que alimenta o seu Criador. A imagem que temos à nossa frente mostra a Mãe e o Menino tão unidos que parecem um só. Tal é o mistério de hoje, que suscita uma maravilha infinita: Deus ligou-Se à humanidade para sempre. Deus e o homem sempre juntos: eis a boa notícia no início do ano!”


3 – “Deus não é um senhor distante que habita solitário nos céus, mas o Amor encarnado, nascido como nós de uma mãe para ser irmão de cada um, para estar próximo: o Deus da proximidade“.


4 – “O Deus-conosco nos ama independentemente dos nossos erros, dos nossos pecados, do modo como fazemos caminhar o mundo. Deus crê na humanidade, da qual sobressai, primeira e incomparável, a sua Mãe”.


5 – “A Mãe que gerou o Senhor nos gera para o Senhor“.


6 – “A vida, sem nos maravilharmos, torna-se cinzenta, rotineira; e de igual modo a fé. Também a Igreja precisa renovar a sua maravilha por ser casa do Deus vivo, Esposa do Senhor, Mãe que gera filhos; caso contrário, corre o risco de assemelhar-se a um lindo museu do passado. A Igreja-museu”.


7 – “É lindo deixar-se olhar por Nossa Senhora. Quando nos olha, Ela não vê pecadores, mas filhos. Dizem que os olhos são o espelho da alma; os olhos da Cheia de Graça espelham a beleza de Deus, refletem sobre nós o paraíso. Jesus disse que os olhos são ‘a lâmpada do corpo’ (Mt 6, 22): os olhos de Nossa Senhora sabem iluminar toda a escuridão, reacendem por todo o lado a esperança. O seu olhar, voltado para nós, diz: ‘Queridos filhos, coragem! Estou aqui Eu, a vossa mãe’“.


8 – “Nossa Senhora nos enraíza na Igreja, onde a unidade conta mais que a diversidade, e nos exorta a cuidarmos uns dos outros”.


9 – “O olhar de Maria lembra que, para a fé, é essencial a ternura, que impede a apatia“.


10 – “Quando há lugar na fé para a Mãe de Deus, nunca se perde o centro: o Senhor. De fato, Maria nunca aponta para Si mesma, mas para Jesus e os irmãos, porque Maria é mãe”.


11 – “Um mundo que olha para o futuro, privado de olhar materno, é míope. Aumentará talvez os lucros, mas jamais será capaz de ver, nos homens, filhos. Haverá ganhos, mas não serão para todos. Habitaremos na mesma casa, mas não como irmãos. A família humana se fundamenta nas mães. Um mundo onde a ternura materna acaba desclassificada a mero sentimento poderá ser rico de coisas, mas não rico de amanhã“.


12 – “Nossa Senhora considerava tudo de coração, abraçava tudo, eventos favoráveis e contrários. E tudo ponderava, isto é, levava a Deus. Eis o seu segredo”.


13 – “Na vida fragmentada de hoje, onde nos arriscamos a perder o fio da meada, é essencial o abraço da Mãe. Há tanta dispersão e solidão ao nosso redor! O mundo está todo conectado, mas parece cada vez mais desunido. Precisamos confiar-nos à Mãe“.


14 – “Maria é remédio para a solidão e para a desagregação. É a Mãe da consolação, a Mãe que ‘con-sola’: está com quem se sente só. Ela sabe que, para consolar, não bastam as palavras; é necessária a presença”.


15 – “Na Salve Rainha, chamamos-Lhe ‘vida nossa’: parece exagerado, porque a vida é Cristo (cf. Jo 14, 6), mas Maria está tão unida a Ele e tão perto de nós que não há nada melhor do que colocar a vida nas suas mãos e reconhecê-La ‘vida, doçura e esperança nossa’“.


16 – “As mães pegam os filhos pela mão e os introduzem amorosamente na vida. Mas hoje, quantos filhos, seguindo por conta própria, perdem a direção, se acham fortes e se extraviam, livres e se tornam escravos! Quantos, esquecidos do carinho materno, vivem zangados com eles mesmos e indiferentes a tudo! Quantos, infelizmente, reagem a tudo e a todos com veneno e malvadez!”


17 – “Mostrar-se mau, às vezes, até parece um sinal de fortaleza; mas é só fraqueza!”


18 – “Precisamos aprender com as mães que o heroísmo está em doar-se, a fortaleza em ter piedade, a sabedoria na mansidão”.


19 – “Deus não prescindiu da Mãe: por maior força de razão, precisamos nós dela! O próprio Jesus a deu a nós; e não num momento qualquer, mas quando estava pregado na cruz: ‘Eis a tua mãe’ (Jo 19, 27), disse Ele ao discípulo, a cada discípulo. Nossa Senhora não é opcional: deve ser acolhida na vida!”


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