• Diocese da Luz

Por que preciso fazer adoração ao Santíssimo Sacramento?

Atualizado: 26 de Dez de 2020

A pessoa que se coloca em adoração está reconhecendo Jesus como único Senhor e Salvador

Conforme o Catecismo da Igreja Católica, no 2096, “a adoração de Deus é o primeiro ato da virtude da religião”. Adorar a Deus é reconhecê-Lo como Deus, como Criador e Salvador, Senhor e dono de tudo o que existe, o Amor infinito e misericordioso. “Adorarás o Senhor teu Deus e só a Ele prestarás culto” (Lc 4, 8), diz Jesus, citando o Deuteronômio (Dt 6, 13).

E também “a adoração é a primeira atitude do homem que se reconhece criatura diante de seu Criador. Exalta a grandeza do Senhor que nos fez e a onipotência do Salvador que nos liberta do mal. É prosternação do Espírito diante do ‘Rei da glória’ e o silêncio respeitoso diante do Deus ‘sempre maior’. A adoração do Deus três vezes santo e sumamente amável nos enche de humildade e dá garantia a nossas súplicas” (CIC, no 2628).


A pessoa que se coloca em adoração está reconhecendo Jesus como único Senhor e Salvador. É uma atitude de humildade daquele que se prostra e se entrega a Ele, é ter a mesma atitude e palavras dos reis magos que vão ao encontro do Salvador: “Onde está o Rei (…). Viemos adorá-lo” (Mt 2, 2). E, ao encontrarem o Menino Deus na manjedoura, prostram-se diante d’Ele e oferecem seus presentes.


Cada pessoa, em diversas situações e condições, pode se colocar de formas diferentes diante de Jesus Eucarístico: em alguns momentos, nossa atitude é de adoração e contemplação; em outros de súplica ou pedidos para a própria pessoa ou por outras; ou ainda em agradecimento por uma graça alcançada; pedido de perdão; ou momentos de repouso e descanso no Senhor. Deus quer que cada um se apresente diante d’Ele de forma honesta e sincera como se encontra para adorá-Lo: “Bendito seja aquele que vem em nome do Senhor! Hosana no mais alto dos céus”! (Mt 21, 9).


O Papa João Paulo II, na Carta Encíclica Ecclesia de Eucharistia, escreve: “A Eucaristia é um tesouro inestimável: não só a sua celebração, mas também o permanecer diante dela fora da Missa permite-nos beber na própria fonte da graça. Uma comunidade cristã, que queira contemplar melhor o rosto de Cristo, (…) não pode deixar de desenvolver também esse aspecto do culto eucarístico, no qual perduram e se multiplicam os frutos da comunhão do corpo e sangue do Senhor”. (1)


Já em sua carta apostólica Mane Nobiscum Domine, São João Paulo II nos apresenta o dom da Eucaristia como um grande mistério. Mistério a ser celebrado de maneira digna, que deve ser adorado e contemplado. O que entendemos por adoração a Jesus na Eucaristia? A adoração ao Santíssimo Sacramento é estar unido à Santíssima Eucaristia numa atitude de respeito e comunhão com o Senhor.


Estamos conscientes, sabemos que a Eucaristia é o sacrifício pascal de nosso Senhor e que na Missa se atualiza o mistério da vida, morte e ressurreição de Jesus. Na celebração eucarística, o corpo de Cristo se faz alimento. A Missa é um grande banquete no qual o próprio Deus se faz refeição. Deste mistério surge a necessidade de celebrarmos com respeito, amor e dignidade cada Santa Missa, colocando-nos em atitude de verdadeira comunhão com o mistério de nossa salvação.


A Igreja anima e incentiva estarmos diante do Cristo presente na Eucaristia em atitude de adoração e contemplação. “A presença de Jesus no tabernáculo deve constituir como que um polo de atração para um número sempre maior de almas apaixonadas por ele, capazes de ficar longo tempo escutando a voz e quase que sentindo o palpitar do coração”. (2)


Adorar o Senhor na Eucaristia é reconhecer a presença real de Cristo no pão consagrado. Deus é presença real: “Isto é o meu corpo”, afirma o próprio Cristo. O Papa ainda afirma: “É preciso, em particular, cultivar, quer na celebração da Missa, quer no culto eucarístico fora da Missa, a viva consciência da presença real de Cristo”. (3)


A carta apostólica do santo padre ainda nos anima ao ressaltar que a adoração eucarística fora da Missa deve se tornar um empenho especial para cada comunidade paroquial e religiosa. “Permaneçamos longamente prostrados diante de Jesus presente na Eucaristia, reparando com a nossa fé e o nosso amor os descuidos, os esquecimentos e até os ultrajes que nosso Salvador deve sofrer em tantas partes do mundo”. (4)



Referências:

1 JOÃO PAULO II, Ecclesia de Eucharistia. São Paulo: Paulus/Loyola, 2003, no25.

2 JOÃO PAULO II, Carta apostólica Mane Nobiscum Domine. São Paulo: Pauli- nas, 2000, no18.

3 Ibidem.

4 Ibidem.

Texto retirado do livro “Respostas simples para perguntas difíceis”.


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