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Morrer e ressuscitar com Cristo


O centro da fé cristã está assentado na proclamação da ressurreição de Jesus Cristo: “Aquele que conduz à vida, vós o matastes, mas Deus o ressuscitou dos mortos, e disto nós somos testemunhas” (At 3, 15).


São Paulo, falando aos Coríntios, diz que “se Cristo não ressuscitou, vazia é a nossa pregação e vazia é também a nossa fé” (1 Cor 15, 14). Por isso, só pode ser considerada cristã a pessoa que professa a fé no Cristo ressuscitado. E não é verdadeiramente cristã a pessoa que apenas admira Jesus como um grande líder da humanidade, ou a pessoa que prega e acredita que Jesus Ressuscitado é uma forma de reencarnação. O Catecismo da Igreja Católica (CIC 638) não deixa dúvida: “A Ressurreição de Jesus é a verdade culminante da nossa fé em Cristo, crida e vivida como verdade central pela primeira comunidade cristã, transmitida como fundamental pela Tradição, estabelecida pelos documentos do Novo Testamento, juntamente com a Cruz pregada como parte essencial do Mistério Pascal”.


Antes de Jesus Cristo ressuscitar, Ele teve que enfrentar o martírio da cruz. Assim também nós, para chegarmos a um mundo de plena fraternidade e livre das explorações, precisamos passar pela cruz da renúncia e dos sacrifícios. É a quaresma que antecede a Páscoa. É a morte que prepara a Ressurreição.


Assim como Jesus Cristo passou da morte para a vida através da ressurreição, também nós somos chamados a ressuscitar para a vida eterna. “Se morremos com Cristo, cremos que também viveremos com Ele” (Rm 6, 8).


Para isso, conforme nos ensinou a Campanha da Fraternidade, precisamos deixar para trás aquilo que nos prende ao mundo do egoísmo e do pecado e iniciar novas relações de fraternidade e graça. Precisamos deixar de lado as práticas que tendem a mercantilizar as pessoas ou a usá-las como meio de promoção pessoal e passar a nos relacionar com elas em sua dignidade de filhos e filhas de Deus. Deixar de lado as práticas que favorecem a exploração das pessoas e motivam o crime organizado e adotar práticas de irmandade e ações que sejam plenamente legais. Deixar de lado tudo aquilo que possa ter qualquer conotação de escravidão e subjugação e adotar práticas que promovam a plena liberdade das pessoas.


Faço votos que as celebrações da quinta-feira santa e da sexta-feira tenham sido vividas com profundo sentimento de fé e piedade. Agindo desta forma, estaremos preparando nossos corações para a grande celebração da Vigília Pascal, quando celebraremos a Ressurreição de Jesus Cristo de entre os mortos e poderemos entoar o alegre canto do “Aleluia”.


Feliz e abençoada Páscoa a vocês, irmãs e irmãos em Cristo!


Por Dom Canísio Klaus, Bispo de Santa Cruz do Sul (RS)

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