• PASCOM - Sérgio Fadul

O Setenário à Nossa Senhora das Dores começa com a primeira vela acesa pela mãe de Marielle Franco.

Atualizado: Out 29


Hoje, na missa das 10:30, deu-se início ao Setenário de Nossa Senhora das Dores, uma celebração que tem por objetivo recordar as principais dores que Nossa Senhora, Maria, teve ao longo da sua vida, após a anunciação do anjo.


Ao final da Santa Missa, celebrada às 10:30 h, por Padre Geovane Ferreira Silva, deu-se o início do Setenário de Nossa Senhora das Dores. O pároco lembrou as mães que perderam seus filhos e chamou a mãe de Marielle Franco, recentemente assassinada brutalmente, por motivos desconhecidos. Marielle era vereadora no Rio de Janeiro e morava na Maré, local onde Padre Geovane era pároco por mais de 13 anos. Sua mãe era uma fiel que sempre estava presente, com a outra filha e, agora, são fiéis sempre presentes em nossa paróquia.


As fotos foram gentilmente concedidas por Cidália Aragão, coordenadora das Aias de Nossa Senhora, na nossa Paróquia.

Este Setenário (sete dias) é uma devoção muito antiga, mas particularmente é celebrada na nossa paróquia, neste período há 90 anos, conforme o grupo das Aias de Nossa Senhora. Vale recordar que a data de Nossa Senhora das Dores é no dia 15 de Setembro.


Neste primeiro dia meditamos sobre como o coração de Maria Santíssima foi transpassado por uma espada, quando Simeão profetizou que o Filho dela seria a salvação de muitos, mas também serviria para ruína de outros. Que seria um divisor.


A virtude que aprendemos nesta dor é a da santa obediência. Sejamos obedientes à vontade de Deus. Mas também enxerguemos esta obediência na nossa Igreja, na preparação que os padres nos proporcionam, porque são eles instrumentos de Deus. Maria experimentou sempre uma grande dor, mas sempre em silêncio, em uma profunda confiança em Deus. Quem confia em Deus jamais será confundido. Nas nossas dores, dificuldades e problemas, tenhamos confiança em Deus e jamais nos arrependeremos. Aprendamos que a obediência nos trazem sacrifícios e que devemos confiar em Deus. Entreguemos nossas dores e apreensões, sofrendo de bom grado por amor. Saibamos ser obedientes, mas não esperemos recompensas aqui, neste mundo. Amemos como Jesus nos amou, sejamos obedientes até as mais difíceis situações. Jesus se fez obediente até a morte de Cruz.


Não temos acesso às informações do porquê esta celebração historicamente é realizada na nossa paróquia neste período, mas pode ser derivada de um dos momentos das dores de Nossa Senhora, o "Stabat Mater dolorosa", o quarto momento da dor, iniciado na procissão do encontro, normalmente realizado na quarta feira santa, precedido pela procissão de Nossa Senhora das Dores, na segunda feira e do Senhor dos Passos na terça feira.


Stabat Mater, um hino medieval lindo

Nossa Senhora das Dores é representada sendo ferida por sete espadas no seu Coração Imaculado, mas por vezes a imagem pode ter somente uma espada somente. Estas espadas representam seu sacrifício por seu Filho, sabendo ela que havia uma condição de grande responsabilidade, para cuidar, preparar e saber entregar seu filho amado no sacrifício divino que Deus havia preparado. Esta união de sacrifício, entendimento e entrega de espírito traz o entendimento dos teólogos que lhe daria o título de Corredentora dos Homens.


Existe um rosário chamado Rosário das Lágrimas, ou Terço das Lágrimas, constituído por 49 contas brancas divididas em sete partes de sete contas cada.

Existe também a imagem de Maria com expressão dolorida, diante da Cruz, contemplando o filho morto. Esta imagem inspirou o hino medieval Stabat Mater.

Também existe a imagem dela segurando Jesus morto nos braços, após o seu descimento da Cruz, a Pietà.

A devoção tem início nos primeiros séculos após Cristo, assim como a Via Sacra, a devoção se tornou um exercício espiritual. Até o século 14, as dores eram somente cinco, mas sua contemplação fez estender a piedade em outras mais. Eram originalmente estas:


1. A profecia de Simeão

2. A perda de Jesus em Jerusalém

3. A prisão de Jesus

4. A paixão

5. A morte


Passaram a ser dez, depois quinze, mas prevaleceu o número sete. A meditação era feita em cima das horas do dia, desta forma, durante o dia da Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo:


Matinas – A prisão e os ultrajes

Prima – Jesus diante de Pilatos

Terça – A condenação

Sexta – A crucifixão

Nona – A morte

Vésperas – A descida da cruz

Completas – O sepultamento


As Sete Espadas são contemplações que foram escolhidas de circunstâncias na vida da Santíssima Virgem:


Primeira Espada: A profecia de Simeão.

Segunda Espada: O massacre dos inocentes.

Terceira Espada: A perda de Jesus em Jerusalém.

Quarta Espada: A prisão de Jesus e os julgamentos iníquos.

Quinta Espada: Jesus na Cruz entre os dois ladrões e a sua morte.

Sexta Espada: A descida da Cruz no colo de Maria.

Sétima Espada: O sepultamento de Jesus

Também existem as sete tristezas de Nossa Senhora, que diferenciam um pouco:


1ª Tristeza - A profecia de Simeão

2ª Tristeza - A fuga para o Egito

3ª Tristeza - A perda de Jesus Menino

4ª Tristeza - A prisão e a condenação

5ª Tristeza - A Crucifixão e a morte

6ª Tristeza - A descida da Cruz

7ª Tristeza - A tristeza de Maria, após a Ascensão.


O momento que celebramos tem momentos muito semelhantes, assim representando as 7 dores: 1ª Dor - Apresentação de meu Filho no templo

2ª Dor - A fuga para o Egito

3ª Dor - Perda do Menino Jesus

4ª Dor - Doloroso encontro no caminho do Calvário

5ª Dor - Aos pés da Cruz

6ª Dor - Uma lança atravessa o Coração de Jesus

7ª Dor - Jesus é sepultado


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