Já são 10 mil os “nazarenos” que ajudam cristãos perseguidos no Oriente Médio



Há dois anos, a iniciativa espiritual “Nazarenos” divulga o drama da perseguição contra os cristãos no Oriente Médio. Agora compartilham que recentemente chegaram a 10 mil membros no Facebook, provenientes de 90 países.


Em declarações ao Grupo ACI, Pe. Luis Montes, sacerdote do Instituto do Verbo Encarnado (IVE), missionário no Iraque e membro do grupo, indicou que o objetivo dos “Nazarenos” é “reviver a fé apoiados nos méritos dos mártires que estão trazendo para a Igreja muitas bênçãos”.


A iniciativa nasceu em 2015, quando a Irmã Guadalupe Rodrigo, da Família Religiosa do IVE, que viveu seis anos na Síria, foi enviada à Argentina por um tema familiar e um grupo pediu para ela dar uma palestra sobre a situação dos cristãos no Oriente Médio.


“Assim começou a dar uma grande quantidade de palestras. Até hoje, ela já deu mais de 300 palestras e cerca de 500 entrevistas. Nas palestras, começou a notar que via pessoas que já tinha visto antes, pessoas que estavam tão interessadas que iam a várias palestras”, explicou o Pe. Montes.


“Estas pessoas queriam participar de uma maneira mais ativa, não só rezando, ofereceram-se para ajudá-la. Então, alguns a acompanhavam em uma palestra, outros a buscavam no aeroporto e outros respondiam suas mensagens. E foi assim que este grupo começou, como uma maneira de apoiar os cristãos perseguidos no apostolado da divulgação da realidade da perseguição”, sublinhou o sacerdote do IVE.


Os membros do grupo também começaram a enviar ajuda aos apostolados do IVE em países como o Iraque, a Síria, a Palestina e o Egito.

Atualmente, “Nazarenos” tem quatro categorias de ajuda: a oração, a divulgação, a busca de doações para ajudar os refugiados cristãos no Oriente Médio e fomentar uma mudança na vida das pessoas.


O Pe. Montes comentou que “há pessoas que se sentiram chamadas pelo sangue dos mártires a transformar as suas vidas. Houve muitos jovens que decidiram a vocação, pessoas que voltaram à Igreja, que regularizaram o seu estado civil e foram batizadas”.


“Recentemente, uma mulher escreveu para mim que graças ao testemunho dos mártires, ela falou sobre esse tema com uma amiga e a convenceu a não se suicidar”, recordou.


Na informação enviada ao Grupo ACI, os “Nazarenos” explicaram que a sua logo é a letra árabe “nun”, que em português seria a letra “n”, com a qual começa a palavra nazareno, porque em 2014, quando o Estado Islâmico (ISIS) invadiu a cidade de Mosul, no Iraque, “a primeira coisa que fizeram foi marcar as casas dos cristãos com a ‘nun’ para identificá-los”.


“Foi assim que a palavra ‘nazareno’, usada como um insulto pelo ISIS, tornou-se um sinal de honra: do significado ‘malditos por Deus’ começou a dizer ‘perseguidos por causa de Cristo’, ou seja, dignos da Bem-aventurança!”, destacaram.


Além disso, a iniciativa também tem uma música oficial intitulada “Sou Nazareno” e foi composta pelo cantor argentino Maxi Larghi, em homenagem aos cristãos da Síria e do Iraque.


Pe. Montes indicou que no futuro pretendem intensificar todas as áreas do apostolado, “porque é mais e mais um chamado à conversão e Deus está mostrando diferentes passos. Começou como uma coisa muito pequena, foi crescendo, foram escritos os estatutos”.


Aqueles que desejam pertencer à iniciativa “Nazarenos” podem se unir ao grupo do Facebook, onde encontrarão informações acerca das reuniões mensais, que também são transmitidas pela Internet, sobre os retiros anuais de exercícios espirituais e as palestras.

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