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Papa Francisco: Sejamos sinal visível da misericórdia de Deus

VATICANO, 17 Ago. 16 / 10:30 am (ACI).- Em sua Audiência Geral deste 17 de agosto, na Sala Paulo VI do Vaticano, o Papa Francisco exortou os fiéis a serem “um sinal visível da misericórdia de Deus”, para que desça “a comunhão e paz entre os homens e a comunhão dos homens com Deus”.

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O Santo Padre dedicou a sua catequese à “misericórdia como um instrumento de comunhão”, tomando como base o milagre da multiplicação dos pães e dos peixes relatado no Evangelho de São Mateus, e disse que o “caminho a percorrer” assinalado por Jesus a seus discípulos é “alimentar o povo e mantê-lo unido; isso é, estar a serviço da vida e da comunhão”.

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“Invoquemos, então, o Senhor, para que sempre torne a sua Igreja capaz deste santo serviço e para que cada um de nós possa ser instrumento de comunhão na própria família, no trabalho, na paróquia e nos grupos de pertença”.

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O Papa indicou que “no início do relato que Mateus faz”, apresenta Jesus que “acaba de receber a notícia da morte de João Batista e, com um barco, atravessa o lago em busca de ‘um lugar deserto, à parte’”.

“O povo, porém, soube e o precedeu a pé de forma que ‘descendo do barco, Ele viu uma grande multidão, moveu-se de compaixão para com ela e curou seus doentes’”.

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“Assim era Jesus: sempre com a compaixão, sempre pensando nos outros”, indicou o Papa.

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“Impressiona a determinação do povo, que teme ser deixado sozinho, como que abandonado”, destacou o Santo Padre e assinalou que, “vendo isso Jesus se comove. Jesus não é frio, não tem um coração frio. Jesus é capaz de se comover”.

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“A sua compaixão não é um vago sentimento; mostra, em vez disso, toda a força da sua vontade de estar próximo a nós e nos salvar. Jesus nos ama tanto e quer ser próximo a nós”.

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Ao se aproximar a tarde, recordou o Papa: “Jesus se preocupa de dar de comer a todas as pessoas, cansadas e faminta” e “quer envolver nisso os seus discípulos”.

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“De fato diz a eles: ‘Dai-lhes vós mesmos de comer’. E demonstrou a esses que os poucos pães e peixes que tinham, com a força da fé e da oração, podiam ser partilhados para todo aquele povo. Jesus faz um milagre, mas é o milagre da fé, da oração, suscitado pela compaixão e pelo amor”.

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O Santo Padre destacou que “o Senhor vai ao encontro das necessidades dos homens, mas quer tornar cada um de nós concretamente participantes da sua compaixão”.

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Francisco também enfatizou que os sinais de Jesus no milagre da multiplicação dos pães e dos peixes “são os mesmos gestos que Jesus fez na Última Ceia; e são também os mesmos que cada sacerdote faz quando celebra a Santa Eucaristia. A comunidade cristã nasce e renasce continuamente desta comunhão eucarística”.

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“Viver a comunhão com Cristo, portanto, está longe de permanecer passivos e estranhos à vida cotidiana, ao contrário, sempre mais nos insere na relação com os homens e as mulheres do nosso tempo, para oferecer a eles o sinal concreto da misericórdia e da atenção de Cristo”, disse.

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O Santo Padre sublinhou que “Jesus viu a multidão, sentiu compaixão por essa e multiplicou os pães; assim faz o mesmo com a Eucaristia”.

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“E nós crentes, que recebemos este pão eucarístico somos impulsionados por Jesus a levar este serviço aos outros, com a sua mesma compaixão. Esse é o percurso”, indicou.