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  • Sérgio Fadul - Cruz Terra Santa

Santa Teresa de Calcutá


Origens


Seu nome de batismo era Agnes Gonxha Bojaxhiu. Nasceu em 26 de agosto de 1910, na Macedônia, filha de família albanesa e palestina. Seu pai era um homem de negócios respeitado na região, mas faleceu quando Agnes tinha apenas oito anos. Sua mãe passou a trabalhar como bordadeira para conseguir manter a família. Agnes foi educada na fé cristã. Passou sua adolescência envolvida em atividades da igreja e sentiu-se chamada para a vida religiosa.


Vocação religiosa


Depois de pesquisar e se aconselhar, ela deixou a casa da mãe em 1928, com apenas 18 anos e foi para o convento de Loreto a Rathfarnam, na Irlanda. Lá, foi recebida como postulante e escolheu seu nome religioso: Tereza, em homenagem a Santa Tereza de Lisieux de quem era devota. No ano seguinte, Irmã Tereza foi enviada para Calcutá, Índia, onde fez o noviciado. Fez os votos simples e somente em 1937 fez seus votos perpétuos. Daí em diante passou a ser chamada de Madre Tereza. Em Calcutá passou a ensinar na escola secundária.


Um chamado dentro de um chamado


Num dia especial, 10 de setembro de 1946, aos 36 anos, Madre Tereza recebeu aquilo que chamou de “o chamado dentro do chamado”. Viajando num trem que ia de Calcutá a Darjeeling, após mais de uma década convivendo com a miséria da Índia, ela sentiu a inspiração que mudaria toda a sua vida: fundar a congregação dos Missionários da Caridade. A missão do instituto está na sua regra: “Saciar a infinita sede de Jesus sobre a cruz de amor e pelas almas, trabalhando para a salvação e para a santificação dos mais pobres entre os pobres”. A congregação atraiu Irmãos, irmãs, sacerdotes e colaboradores. Assim, em 7 de outubro de 1950, a congregação das Missionárias da Caridade passou a existir oficialmente, aprovada na Arquidiocese de Calcutá.


A obra se expande


A “caridade explícita” dos congregados de madre Tereza passou a conquistar a todos na índia, de todas as religiões e tendências. Entre os anos 50 e inicio dos 60, Madre Tereza expandiu a Obra das Missionárias da Caridade tanto em Calcutá, quanto na Índia. O Papa Paulo VI, conhecendo o alcance caritativo da obra, concedeu a ela o “Decretum Laudis”, e ela passou a ser de Direito Pontifício. E a obra se expandiu para a América Latina. A primeira casa da congregação de Madre Tereza fora da Índia foi em Cocorote, Venezuela, no ano 1965. Depois, a congregação foi para a Europa e na África, já em 1968. Dos anos 1960 a 1980 a obra se expandiu para todos os continentes, atingindo o número de 158 casas, num mundo carente de amor e caridade.


Prêmio Nobel da paz


Em 1979 o Premio Nobel pela Paz foi parar nas mãos de Madre Tereza de Calcutá, por causa da grandeza e do alcance de sua obra. A essa altura, o único lugar onde Madre Tereza não conseguiu abrir suas casas foi na China. Até mesmo os países da antiga União Soviética renderam-se ao amor concreto que ela oferecia a todos, sem distinção. Em 1985 Madre Tereza discursou na Assembleia Geral das Nações Unidas. Neste mesmo ano, abriu casas pioneiras para acolher portadores do virus HIV e AIDS nos Estados Unidos. Entre as décadas de 1980 e 90, já com problemas de saúde, incansável, continuou suas viagens de caridade, fortalecendo o carisma das irmãs, abrindo novas casas. Em 97 o número das irmãs Missionários da Caridade chegou a quatro mil, e elas estavam presentes em 123 países.


Falecimento


Quando seu corpo passou a dar os sinais de que sua vida se aproximava do fim, madre Tereza de Calcutá voltou para sua a Casa Geral em Calcutá. Era o ano de 1997. Lá, no dia 5 de setembro do mesmo ano ela faleceu. Seu corpo foi transladado para a Igreja de Santo Tomás, onde ela tinha chegado há 69 anos. Seus funerais foram acompanhados por milhões de pessoas da índia e de todo mundo. No dia 13 de setembro seu corpo foi levado num imenso cortejo pelas ruas de Calcutá. Ela foi leva no mesmo veículo que transportara Gandhi e Nehru. Autoridades de várias nações, líderes religiosos e enviados especiais foram representando países de todo o mundo, numa forma de agradecer à santa da caridade e do amor para com os pequeninos.


Oração composta por Madre Tereza de Calcutá


“Senhor, ajuda-me a derramar Tua fragrância onde quer que eu vá. Inunda a minha alma com Teu Espírito e Vida. Penetra em mim e apossa-Te tão completamente de mim que toda a minha vida seja uma irradiação Tua. Ilumina por meu intermédio e apossa-Te de tal maneira de mim que cada Alma com que eu entre em contato possa sentir Tua Presença em minha Alma. Que, ao ver-me, não me veja a mim, mas a Ti em mim. Permanece em mim. Assim resplandecerei com Teu próprio resplendor, para que meu resplendor sirva de luz para os outros. E minha luz virá toda de Ti; nem o mais leve raio será meu. Tu és quem estarás iluminando os outros em meu redor. Que eu não Te pregue com palavras, mas com meu exemplo, com o influxo do que eu realize, com o fulgor visível do Amor que meu coração de Ti retira.”


Santa Teresa de Calcutá, rogai por nós!



MARTIROLÓGIO ROMANO

05/09


1. Em Porto Romano, perto do actual Fiumicino, na Itália, os santos Aconto, Nono, Herculano e Taurino, mártires.

(† data inc.)


2. Em Cápua, na Campânia, região da Itália, São Quinto, mártir.

(† data inc.)


3. Em Nicomédia, na Bitínia, hoje Izmit, na Turquia, os santos mártires Urbano, Teodoro, Menedemo e companheiros, clérigos e leigos, que, por ordem do imperador Valente, foram metidos num barco e nele queimados em ódio à fé católica.

(† 370)


4. No território de Therouanne, na Flandres, atualmente na França, São Bertino, abade de Sithieu, que foi sepultado no mosteiro por ele mesmo fundado juntamente com São Mumolino e que ficou designado com o seu nome.

(† c. 698)


5*. Em Tortona, na Ligúria, hoje no Piemonte, região da Itália, Santo Alperto, que é considerado o fundador e primeiro abade do mosteiro de Bútrio, perto de Pavia.

(† c. 1073)


6*. Na Dalmácia, na hodierna Croácia, o Beato João o Bom de Siponto, abade, que edificou o mosteiro de São Miguel no litoral da Dalmácia, frente ao monte Gargano.

(† s. XII)


7*. Em Ripon, na Inglaterra, o Beato Guilherme Browne, mártir, que, condenado à morte, no reinado de Jaime I, por ter induzido outras pessoas a aceitar a fé católica, foi enforcado e atrozmente esquartejado.

(† 1605)


8*. Num sórdido barco ancorado ao largo de Rochefort, na França, o Beato Florêncio Dumontet de Cardaillac, presbítero e mártir, que, condenado à morte por causa do sacerdócio durante a Revolução Francesa, consumou o seu martírio na enfermidade, vítima da sua grande caridade e zelo na assistência aos companheiros de cativeiro enfermos.

(† 1794)

9. Em Nihn Tai, cidade do Tonquim, no atual Vietnam, os santos mártires Pedro Nguyen Van Tu, presbítero da Ordem dos Pregadores, e José Huang Luong Canh, médico, que foram degolados em ódio ao nome de Cristo.

(† 1838)


10*. Em Calcutá, na Índia, Santa Teresa (Inês Gonhxa Bojaxhiu), virgem, natural da Albânia, que apagou a sede de Cristo abandonado na cruz assistindo com exímia caridade os irmãos mais pobres e fundou as Congregações das Missionárias e dos Missionários da Caridade, destinadas inteiramente ao serviço dos enfermos e dos abandonados.

(† 1997)

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