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  • Sérgio Fadul / Cruz Terra Santa

Santa Eulália de Barcelona


Origens


Eulália nasceu numa região próxima a Barcelona, Espanha, no ano 290. Filha de uma família nobre e rica, seus pais possuíam uma grande propriedade nos arredores da corte. Os pais cuidaram da filha com toda dedicação, enchendo-a de mimos e carinhos, tendendo para uma superproteção. Eulália, por usa vez, desde pequena, já demonstrava caráter e força de vontade.


Oração e caridade


Desde criança Eulália descobriu as delícias da oração e dedicava-se a ela com prazer. Logo passou a demonstrar grandes virtudes cristãs como a humildade, sabedoria, prudência. Além disso, sua inteligência era brilhante. Porém, a maior virtude da menina Eulália era, sem dúvida, a caridade. E esta caridade nascia da oração, do encontro com Jesus Cristo. Com efeito, Eulália reunia-se com suas amiguinhas em seu quarto e ali, passavam horas cantando salmos e hinos de louvor ao Senhor. Depois disso, saiam distribuindo os melhores bens que possuíam às crianças pobres da redondeza. Estas, por sua vez, estavam sempre batendo à porta de sua casa, sabendo que seriam atendidas com amor.


Perseguição romana


Aos treze anos, Eulália começou a sentir os efeitos da perseguição romana contra os cristãos. Nesse tempo chegou a Barcelona um juiz chamado Daciano, enviado pelos imperadores romanos Maximiano e Diocleciano. Daciano tinha como missão acabar com o cristianismo nascente na região da Espanha. Ele fora escolhido por ser implacável com os seguidores da Doutrina de Cristo. Os pais de Eulália, temendo por sua vida, levaram-na para uma segunda propriedade, mais distante. Ali, pensavam, ela estaria mais segura porque sua fé e prática cristãs tinham se tornado famosas onde viviam.


Coragem


Para Eulália, porém, fugir dos exterminadores de cristãos era covardia. Por isso, numa certa madrugada ela fugiu da segurança de seus pais e, escondida, apresentou-se voluntariamente ao arrogante juiz. Este ficou admirado de ver a coragem da menina. Consta nos livros que ela teria dito ao magistrado: "Querem cristãos? Eis aqui uma".


Consequências


Como era seu desejo, Eulália foi levada a julgamento. O juiz ordenou que ela prestasse culto a um deus pagão. Entregou a ela sal e incenso e ordenou que ela os colocasse ao pé do altar. Eulália, porém, negou-se decididamente. Aproximou da estátua do deus pagão e derrubou-a. Em seguida, espalhou pelo chão os grãos de sal e incenso. Esta sua atitude deixou Daciano furioso. Por isso, ele ordenou que ela fosse chicoteada. Os algozes obedeceram de tal forma que seu corpo todo ficou em chagas abertas. Mesmo assim, ela não negou sua fé em Jesus. Então, Daciano ordenou que ela fosse queimada viva. Era o dia 12 de fevereiro do ano 304.


Culto


O corpo de Santa Eulália foi sepultado no interior da igreja de Santa Maria das Arenas. Esta igreja foi destruída, mais tarde, por um incêndio. Porém, as relíquias de Santa Eulália foram mantidas intactas.

Durante a dominação dos muçulmanos, quando a fé cristã voltou a ser proibida, suas relíquias foram escondidas. Mais tarde, foram recuperadas. A devoção a Santa Eulália foi mantida principalmente na região de Barcelona. De lá, estendeu-se por toda Espanha. Depois chegou a todo o mundo cristão. Santa Eulália tornou-se padroeira de Barcelona, juntamente com a Virgem das Mercês.


Oração a Santa Eulália


“Deus, nosso Pai, Santa Eulália confessou com sua própria vida que existe um só Senhor e Deus. Hoje, vos pedimos humildemente: libertai-nos dos deuses que construímos, segundo a nossa imagem e semelhança. Somente vós sois digno de todo louvor, de toda honra no céu e na terra. Somente vós o Senhor da história, Aquele que é, que era e que vem. Não nos deixes, Senhor, prostituir aos ídolos do dinheiro, do poder, do ter mais e mais, mesmo à custa dos valores mais altos e mais nobres da pessoa humana. Que, a exemplo de Santa Eulália, confessemos com a nossa vida de cada dia que não temos outro Deus senão a vós, e que em vós depositamos toda a nossa confiança. Amém. Santa Eulália, rogai por nós.”



MARTIROLÓGIO ROMANO

12/02


1. Em Cartago, na atual Tunísia, a comemoração dos santos mártires de Abitínia[1], que, na perseguição do imperador Diocleciano, tendo-se reunido como habitualmente para celebrar a assembleia dominical, contra o interdito imperial, foram presos pelos magistrados da colónia e pelo presídio militar; conduzidos para Cartago e interrogados pelo procônsul Anulino, apesar dos tormentos, todos confessaram ser cristãos, declarando que não podiam deixar de celebrar o sacrifício do Senhor; por isso, em diversos lugares e tempos derramaram o seu bem-aventurado sangue.

[1] São estes os seus nomes: Saturnino, presbítero, com quatro filhos, a saber, Saturnino jovem e Félix, leitores, Maria e Hilarião, criança; Dativo ou Sanador, que era senador, Félix; outro Félix, Emérito e Ampélio, leitores; Rogaciano, Quinto, Maximiano ou Máximo, Télica ou Tazélita, outro Rogaciano, Rogato, Januário, Cassiano, Vitoriano, Vicente, Ceciliano, Restituta, Prima, Eva, ainda outro Rogaciano, Giválio, Rogato, Pompónia, Secunda, Januária, Saturnina, Martinho, Clauto, Félix jovem, Margarida, Maior, Honorata, Regíola, Vitorino, Pelúsio, Fausto, Daciano, Matrona, Cecília, Vitória, virgem de Cartago, Beretina, Secunda, Matrona, Januária.

(† 304)


2. Comemoração de São Melécio, bispo de Antioquia, hoje na Turquia, que foi exilado várias vezes por defender a fé nicena; e depois, quando presidia ao Concílio Ecuménico de Constantinopla I, partiu deste mundo ao encontro Senhor. São Gregório de Nissa e São João Crisóstomo celebraram-no com grandes louvores.

(† 381)


3. Em Kornelimünster, na Germânia, atualmente na Alemanha, o passamento de São Bento, abade de Aniane, que propagou a Regra de São Bento, compôs um Consuetudinário para uso dos monges e se dedicou com grande empenho à renovação da liturgia romana.

(† 821)


4. Em Constantinopla, hoje Istambul, na Turquia, Santo António Cauleias, bispo, que no tempo do imperador Leão VI trabalhou arduamente para fortalecer a unidade na Igreja.

(† 901)


5*. No mosteiro de Jully, na região de Troyes, na França, a Beata Umbelina, prioresa deste cenóbio, que, convertida dos prazeres do mundo pelo seu irmão São Bernardo de Claraval, com o assentimento de seu esposo se entregou à vida monástica.

(† 1136)


6*. Em Northeim, na Alsácia, na margem do rio Ili, atualmente em território da Alemanha, São Ludão, que, sendo natural da Escócia, morreu quando ia em peregrinação às basílicas dos Apóstolos.

(† 1202)


7*. Em Londres, na Inglaterra, os beatos mártires Tomás Hemmerford, Jaime Fenn, João Nutter, João Munden e Jorge Haydock, presbíteros, que, no reinado de Isabel I, a quem negavam autoridade nas realidades espirituais, foram condenados à morte pela sua perseverante fidelidade à Igreja Romana, sendo dilacerados ainda vivos no suplício da praça de Tyburn.

(† 1584)

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