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  • Foto do escritorSérgio Fadul / Franciscanos

São Turíbio de Mongrovejo


Em 1594, Turíbio de Mongrovejo fazia sua terceira visita diocesana e nessa oportunidade escreveu um relatório a Filipe II, rei da Espanha. Percorrera 15.000km, administrando a crisma a 60 mil fiéis (entre eles três santos: Rosa de Lima, Francisco Solano e Martinho de Porres). A situação da América Latina hoje seria bem diferente se os seus sucessores e todos os cristãos tivessem nutrido os mesmos sentimentos e coerências daquele que foi chamado o Apóstolo do Peru e novo Ambrósio e que Bento XIV comparou a São Carlos Borromeu.


Turíbio Alfonso de Mongrovejo nasceu na cidade de Majorca de Campos, Leon, na Espanha, em 1538, no seio de uma família nobre e rica. Estudou em Valadolid, Salamanca e Santiago de Compostela, licenciado em direito e foi membro da Inquisição. Sua vida era pautada pela honestidade e lisura, mas, jamais poderia suspeitar que Deus o chamaria para um grande ministério, quando foi nomeado Arcebispo para a América espanhola, pelo Papa Gregório XIII, atendendo um pedido do rei Felipe II, da Espanha, que tinha muita estima por Turíbio.


O mais curioso é que ele teve de receber uma a uma todas as ordens de uma só vez até finalizar com a do sacerdócio, para em 1580, ser consagrado Arcebispo da Cidade dos Reis, chamada depois Lima, atual capital do Peru, aos quarenta anos de idade. E, foi assim que surgiu um dos maiores apóstolos da Igreja, muitas vezes comparado a Santo Ambrósio.


Chegando à América espanhola em 1581, ficou espantado com a miséria espiritual e material em que viviam os índios. Aprendeu sua língua e passou a defendê-los contra os colonizadores, que os exploravam e maltratavam. Era venerado pelos fiéis e considerado um defensor enérgico da justiça, diante dos opressores.


Apoiado pela população, organizou as comunidades de sua diocese e depois reuniu assembleias e sínodos, convocando todos os habitantes para a evangelização. Sob sua direção, foram realizados dez concílios diocesanos e os três provinciais que formaram a estrutura legal da Igreja da América espanhola até o século XX. Inclusive, o Sínodo Provincial de Lima, em 1582, foi comparado ao célebre Concílio de Trento. Conta-se que neste sínodo, com fina ironia, Turíbio desafiou os espanhóis, que se consideravam tão inteligentes, a aprenderem uma nova língua, a dos índios.


Turíbio fundou o primeiro seminário das Américas e pouco antes de morrer doou suas roupas, inclusive as do próprio corpo, aos pobres e aos que o serviram, gesto, que revelou o conteúdo de toda sua vida. Faleceu no dia 23 de março de 1606, na pequena cidade de Sanã, Peru. Foi canonizado em 1726, pelo Papa Bento XIII, que declarou São Turíbio de Mongrovejo “apóstolo e padroeiro do Peru”, para ser celebrado no dia do seu trânsito.


São Turíbio de Mongrovejo, rogai por nós!



MARTIROLÓGIO ROMANO

23/03


1. São Turíbio de Mogrovejo, bispo de Lima, no Peru, que era um leigo natural da Espanha, perito em jurisprudência, quando foi eleito para esta sede episcopal e partiu para a América. Animado de ardente zelo apostólico, percorreu frequentemente a vasta diocese, muitas vezes a pé, velando assiduamente pelo rebanho que lhe foi confiado; combateu com sínodos os abusos e escândalos no clero, defendeu vigorosamente a Igreja, catequizou e converteu os povos nativos e finalmente morreu em Saña, no Peru.

(† 1606)


2. Na Cornualha, em território atualmente da Inglaterra, São Fingar ou Guinhero, mártir.

(† c. 460)


3. Comemoração dos santos mártires Vitoriano, procônsul de Cartago, na atual Tunísia, dois irmãos naturais de Aquae Régiae e também dois mercadores cartagineses, ambos chamados Frumêncio, os quais, durante a perseguição dos Vândalos, sob o governo do rei Hunerico, por perseverarem na confissão da fé cristã foram torturados com terríveis suplícios e assim receberam a coroa gloriosa.

(† 484)


4*. Em Pontoise, perto de Paris, na França, São Gualter, primeiro abade do mosteiro desta localidade, que, renunciando à sua inclinação para a vida solitária, ensinou aos monges com o seu exemplo a observância regular e combateu os costumes simoníacos no clero.

(† 1095)


5*. Em Ariano Irpino, na Campânia, região da Itália, Santo Otão, eremita.

(† c. 1120)


6*. Em Gúbbio, na Úmbria, também região da Itália, o Beato Pedro, presbítero da Ordem dos Eremitas de Santo Agostinho.

(† c. 1306)


7*. Em York, na Inglaterra, o Beato Edmundo Sykes, presbítero e mártir, que, no reinado de Isabel I, sofreu o exílio em ódio ao sacerdócio e, tendo regressado à Inglaterra, foi condenado ao extremo suplício do patíbulo.

(† 1587)


8*. Em Naas, localidade próxima de Dublim, na Irlanda, o Beato Pedro Higgins, presbítero da Ordem dos Pregadores e mártir, que, no reinado de Carlos I, foi enforcado sem processo por perseverar na fidelidade à Igreja Romana.

(† 1642)


9. Em Barcelona, na Espanha, São José Oriol, presbítero, que, pela mortificação corporal, pelo exímio culto da pobreza e pela oração contínua, vivia sempre em estreita união com Deus e animado de alegria celeste.

(† 1702)


10*. Em Cemmo, povoação da Lombardia, na Itália, a Beata Anunciada Cochétti, que dirigiu com sabedoria, fortaleza e humildade o Instituto das Irmãs de Santa Doroteia recentemente fundado.

(† 1882)


11. Em ad-Dahr, no Líbano, Santa Rebeca ar-Rayyas de Himlaya, virgem da Ordem Libanesa das Maronitas de Santo António, que, vivendo cega durante trinta anos e depois atingida por outras enfermidades em todo o corpo, perseverou na oração contínua, confiando só em Deus.

(† 1914)


12*. Em Leopoldov, na Eslováquia, o Beato Metódio Domingos Trcka, presbítero da Congregação do Santíssimo Redentor e mártir, cuja peregrinação sobre a terra, em tempo de perseguição da fé, se transformou em vida eterna com o seu glorioso martírio.

(† 1959)

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