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  • Sérgio Fadul - nossasagradafamilia.com.br

São Toríbio Romo


Berço humilde Nasceu em Santa Ana de Guadalupe (México), numa família humilde, onde trabalhava exclusivamente para comprar comida. Daí a razão de seus pais não o apoiarem quando Toríbio decidiu entrar no seminário: “perder” seus braços fortes, que eram úteis à manutenção da família.


Trabalho duro e solidariedade da irmã Aos 12 anos, Toríbio entrou no Seminário Menor em San Juan de los Lagos. No entanto, no seminário também não tinha dinheiro para comprar livros. Sua sorte foi que, em casa, havia Maria, a irmã mais velha, que cuidava de sua vocação, trabalhando nos campos em seu lugar e reservando dinheiro para pagar seus estudos.


Ordenação e catequese infantil Dez anos depois, foi ordenado sacerdote. Dedicou-se especialmente para a catequese. Nas diversas paróquias para onde foi enviado, em primeiro lugar, ele organizava a Ação Católica, ensinava o Catecismo às crianças, mas, acima de tudo, ajudava os pobres e apoiava os trabalhadores.


Perseguição anticlerical Em setembro de 1927, o governo mexicano lhe ordenou que se limitasse à sua residência e o desautorizou a rezar o rosário em público ou celebrar a missa. Em meio a esta perseguição anticlerical, revolta que foi chamada de “Cristeros”, foi designado a ser pároco de Tequila. Toríbio foi obrigado a tornar-se um “padre incógnito”, que batizava, pregava e celebrava clandestinamente para escapar à “caça ao padre,” que o general Calles estabelecera no México.


Homem eucarístico Ele sempre difundia seu grande amor à Eucaristia, sua forte espiritualidade, e ficava longas horas em oração. Quando não estava circulando para administrar os sacramentos, para achá-lo era só ir à igreja e encontrá-lo diante do Santíssimo. “Não me deixe um único dia sem a Eucaristia”, era a sua oração diária.


Três irmãos por uma missão Em dezembro de 1927, o irmão Roman também foi ordenado sacerdote. O bispo o designou como pároco assistente de Padre Toríbio. Com eles também foi morar a irmã mais velha, Maria, que continuou a cuidar dos dois, e os ajudava no ensino do Catecismo. Estabeleceram seu “quartel general” em uma antiga fábrica de tequila, onde secretamente celebravam a Eucaristia. Ali, durante a primeira comunhão de um grupo de crianças, Padre Toríbio encontrou forças para dizer: “Jesus, você aceitaria meu sangue pela paz no México?”.


Escritos do santo Tem-se conhecimento de alguns de seus escritos. Um deles revela o seguinte:

“Já tive, por dez vezes, que fugir, escondendo-me dos perseguidores. Algumas fugas duraram quinze dias, outras oito… em algumas, tive de ficar sepultado por até quatro longos dias em uma estreita e fedorenta cova; outras me fizeram passar oito dias no alto das montanhas sujeito a toda sorte de intempéries: sol, água e sereno. A tempestade que nos encharcou teve o gosto de ver outra que veio para não nos permitir secar, e assim passamos molhados os dez dias…”


Martírio Às cinco da manhã do sábado, 25 de fevereiro de 1928, foi despertado por um grupo armado, liderado por um fazendeiro local, que invadiu o quarto em que dormia. Apontando para Padre Toríbio, disse para os outros homens: “Este é o padre”. Um soldado atirou nele. Padre Toríbio levantou-se da cama, deu alguns passos vacilantes até que uma segunda bala o levou a cair nos braços de sua irmã que, em lágrimas, gritou em voz alta: “Coragem, Padre Toríbio… Cristo misericordioso, receba-o! Viva Cristo, o Cristo Rei!”.


“Canonização popular” Em uma maca improvisada, o corpo do mártir foi levado para a praça e exposto ao escárnio e às obscenidades de seus assassinos, mas os paroquianos foram capazes de recuperá-lo e dar-lhe uma digna sepultura no dia seguinte, com um funeral que mais parecia a “canonização popular” de padre Toríbio.


Sinais e milagres Pouco tempo depois, começaram a acontecer milagres no local: a ele recorriam, especialmente, pacientes com câncer, mulheres que queriam filhos e imigrantes, regulares ou clandestinos, que atravessavam as fronteiras para rezar a ele. Pessoas famosas também chegavam ao seu túmulo, levados pelo que a mídia mexicana definiu como “toribiomania”. Ninguém pôde explicar a popularidade de que gozava aquele simples jovem sacerdote e a chuva de graças especiais, com milagres, que atraíam à sua pequena aldeia natal, até duzentos ônibus a cada final de semana.


Restos mortais e reconhecimento nos altares Vinte anos depois de seu sacrifício por Cristo, os restos mortais do mártir Toríbio Romo regressaram a seu lugar de origem. Foram depositados na capela construída por ele em Jalostotitlán. São João Paulo II o beatificou no dia 22 de novembro de 1992, e o canonizou em 21 de maio de 2000.


São Toríbio Romo González, rogai por nós!

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