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  • Sérgio Fadul / Canção Nova

São Norberto de Xantem


Norberto, nascido em Xanten (Alemanha) da nobre família dos Gennep, em 1080, como era destino de todo cadete da nobreza, teria de seguir a carreira militar ou eclesiástica. Norberto escolheu a segunda, não porque sentisse vocação, mas por simples oportunidade. Uma vez ordenado subdiácono pôde gozar muitos privilégios na corte do grande príncipe de Colônia e do imperador Henrique V, que o designou à importante sede episcopal. Mas os desígnios de Deus eram outros. Durante uma cavalgada no bosque, surpreendido por violento furacão, Norberto ficou aterrado com um relâmpago brilhante e como Saulo no caminho de Damasco repetiu a pergunta: “Senhor, que queres que eu faça?”


Eis a resposta que determinou mudança radical em sua pouco edificante vida: “Abandone o caminho do mal e faça o bem”. Aquele episódio foi o início da sua conversão. Desertou dos encontros mundanos e se pôs na escola do abade beneditino de Siegburgo e dos cônegos de Klosterrath, depois seguiu o exemplo do ermitão Lindolfo passando três anos em penitência e oração. Em 1115 foi ordenado sacerdote pelo arcebispo de Colônia e iniciou sua atividade missionária itinerante.


Fonte Canção Nova


Norberto nasceu numa família de nobres cerca do ano 1080 em Gennep ou Xanten, no norte da Renânia (atual Alemanha). Ainda criança, foi apresentado ao Capítulo da Catedral de São Vítor em Xanten, onde mais tarde foi ordenado subdiácono. O Imperador do Sacro Império Romano-Germânico, Henrique V, notou o carisma e os dons de Norberto, nomeando-o como seu conselheiro pessoal na corte imperial. Ali, Norberto viveu uma vida mundana.

No ano de 1115, após cair do seu cavalo e quase morrer numa tempestade, Norberto se arrependeu e assumiu uma vida de penitência. Ordenado diácono e sacerdote no mesmo dia, ele peregrinou pelo país, pregando a Palavra de Deus, denunciando os abusos dos clérigos e reconciliando inimigos. Uma das mais antigas pinturas de Norberto o retratam com o livro dos Evangelhos e um ramo de oliveira representando a paz. Criticado e perseguido pelos membros da hierarquia, Norberto solicitou e obteve a aprovação do papa Gelásio II como pregador itinerante, e mais tarde do papa Calixto II, que o encorajou a fundar uma comunidade religiosa na diocese de Laon, no norte da França.

Ali, no vale desolado e de difícil acesso de Prémontré, no norte da França, na noite de Natal do ano de 1121, Norberto fundou sua ordem religiosa, a Ordem do Cônegos Regulares Premonstratenses. Ele escolheu a Regra de Santo Agostinho, tornando-se um dos mais ávidos reformadores do seu tempo. A comunidade era marcada pela vida austera, pela pobreza e pela intensa vida litúrgica e de oração, mas, acima de tudo, pela completa fidelidade ao ideal de vida comunitária retratada na Regra de Agostinho.

Embora relutante, em 25 de julho de 1126, Norberto foi ordenado arcebispo de Magdeburgo e deixou a liderança de sua Ordem aos cuidados de Hugo de Fosses, para trabalhar no pastoreio dessa vasta arquidiocese na fronteira nordeste do Sacro Império Romano-Germânico.

Durante seus anos como arcebispo, Norberto lutou energicamente pela liberdade da Igreja em relação aos príncipes e provou-se como ardente defensor do Romano Pontífice. Ele foi indispensável na deposição do anti-papa Anacleto II e no retorno do papa Inocêncio II à Sé Petrina. Enfraquecido pelos vários trabalhos e viagens, Norberto retornou a Magdeburgo, onde morreu em 06 de junho de 1134.


Iconografia de São Norberto


São Norberto era arcebispo de Magdeburgo (leste da Alemanha) e por isso sua estátua o representa com uma cruz arquiepiscopal (crozier), que simboliza a autoridade do “pastor” espiritual da igreja local e sua posição hierárquica; e o pálio, uma vestimenta litúrgica simbolizando tanto a plenitude do ofício episcopal quanto a lealdade pessoal ao Papa.


O cabelo de Norberto é tonsurado, em concordância com o costume eclesiástico da época. Cônegos eram tonsurados enquanto irmãos leigos não. Esta prática sacerdotal, originária do século V-VI, consiste no raspar da cabeça, ou de parte dela, simbolizando a coroa de espinhos do Senhor.

Norberto veste também uma roquete, um vestuário litúrgico de linho que vai à altura do joelho próprio para clérigos de alto nível (bispos e abades) e para cônegos, em referência ao seu famoso conselho de que seus cônegos deveriam sempre vestir linho ao redor do altar (ou seja, durante as celebrações litúrgicas) como sinal de reverência à Santa Eucaristia.

Um dos mais marcantes exemplos do zelo apostólico de Norberto pela Santa Eucaristia veio em resposta à heresia de um homem chamado Tanquelmo, cuja cabeça Norberto esmaga com seu pé, recordando Nossa Senhora esmagando a cabeça da serpente (cf. Gn. 3, 15). Tanquelmo rejeitou a autoridade da Igreja, cerca do ano 1100 inicialmente na área dos Países Baixos, pregando violentamente contra a Missa e a Santa Eucaristia, alegando falsamente que a eficácia dos Sacramentos baseava-se no merecimento do ministro. Norberto e seus seguidores opuseram-se com sucesso a essa heresia especialmente na cidade de Antuérpia, em 1119.

Como “Apóstolo da Eucaristia”, a reverente contemplação de Norberto fixa-se no ostensório em sua mão direita. Muitos dos milagres atribuídos a São Norberto ocorreram no contexto do Santo Sacrifício da Missa: milagres de cura, de exorcismo, e de reconciliação. De fato, São Norberto insistia em celebrar a missa antes de assumir qualquer trabalho, de tão grande a sua fé no poder da Eucaristia. No início de sua conversão, quando ele abriu mão de literalmente tudo que possuía, ele reteve consigo apenas os artigos necessários para a celebração da Missa enquanto ele viajava a pé pela Europa. Era de tal forma que ele podia celebrar a Eucaristia diariamente, embora não fosse uma prática comum na época um sacerdote celebrar tão frequentemente, apenas nos domingos. O ostensório realmente só entrou em uso muito depois, mas durante os tempos conturbados da revolta Protestante ele se tornou uma expressão artística da tão conhecida devoção Eucarística de São Norberto.

Um homem de fé, apóstolo da Eucaristia, mensageiro da paz e defensor do papa, fundador da Ordem dos Cônegos Regulares Premonstratense.


Fonte: Abadia de São Norberto


São Norberto de Xantem, rogai por nós!


MARTIROLÓGIO ROMANO

06/06


1. São Norberto, bispo, homem de vida austera, totalmente consagrado à união com Deus e à pregação do Evangelho, que fundou a Ordem de Cónegos Regrantes Premonstratenses em Laon, na França; eleito depois bispo de Magdeburgo, na Saxónia, na actual Alemanha, empenhou-se na reforma da vida cristã e na expansão da fé entre os povos vizinhos.

(† 1134)


2. Na Via Aurélia, a duas milhas de Roma, os santos Artémio e Paulina, mártires.

(† c. s. IV)


3. Em Cete, no Egito, São Bessarião, anacoreta, que viveu como mendigo e peregrino por amor de Deus.

(† s. IV)


4*. Em Grenoble, na Borgonha, atualmente na França, São Cerázio, bispo, que agradeceu ao papa São Leão Magno as cartas escritas a Flaviano e preservou o seu rebanho do contágio da heresia.

(† c. 452)


5. Em Milão, na Ligúria, hoje na Lombardia, região da Itália, Santo Eustórgio II, bispo, que foi insigne pela sua piedade, justiça e virtudes pastorais e edificou um célebre batistério.

(† 518)


6*. Na Irlanda, São Jarlat, bispo.

(† c. 550)


7. No maciço do Jura, na Borgonha, região da França, São Cláudio, que é venerado como bispo e abade do mosteiro de Condat.

(† c. 703)


8. No território de Bolonha, na Emília-Romanha, região da Itália, o passamento de Santo Alexandre, bispo de Fiésole, que, ao regressar da cidade de Pavia, aonde tinha ido reclamar ao rei dos Lombardos os bens da sua Igreja usurpados, foi lançado ao rio e afogado.

(† 823)


9. Em Constantinopla, hoje Istambul, na Turquia, Santo Hilarião, presbítero e hegúmeno do mosteiro de Dalmácio, que, por defender o culto das sagradas imagens, suportou invencivelmente o cárcere, as flagelações e o exílio.

(† 845)


10*. Nas ilhas Órcades, ao largo da Escócia, São Colmano, bispo.

(† c. 1010)


11*. No mosteiro de Cava de’ Tirréni, na Campânia, região da Itália, o Beato Falcão, abade.

(† 1146)


12*. Em Clermont-Ferrand, na Aquitânia, região da França, São Gilberto, abade da Ordem Premonstratense, que, depois de ter vivido como eremita, construiu o mosteiro e o hospital de Neufontaines.

(† 1152)


13*. Em Údine, no Friúli-Venézia Giúlia, região da Itália, o Beato Beltrão (Bertrando), bispo de Aquileia e mártir, que promoveu com ardor a formação do clero, sustentou com os seus bens os pobres no tempo da fome, defendeu vigorosamente os direitos da sua Igreja e morreu nonagenário, ferido pelos golpes de alguns sicários.

(† 1350)


14*. Em Ortona, nos Abruzos, também região da Itália, o Beato Lourenço de Másculis de Villamagna, presbítero da Ordem dos Frades Menores, insigne na pregação da palavra de Deus.

(† 1535)


15*. Em Londres, na Inglaterra, o Beato Guilherme Greenwood, mártir, da Cartuxa desta cidade, que, pela sua tenaz fidelidade à Igreja, no reinado de Henrique VIII, sofreu o martírio, consumido pela sordidez do cárcere, pela fome e pelas enfermidades.

(† 1537)


16. Em Saint-Chamond, cidade do território de Lião, na França, São Marcelino Champagnat, presbítero da Sociedade de Maria, que fundou o Instituto dos Pequenos Irmãos de Maria para a formação cristã das crianças.

(† 1840)


17. Em Luong My, cidade do Tonquim, hoje no Vietnam, os santos mártires Pedro Dung e Pedro Thuan, pescadores, e Vicente Duong, agricultor, que, por se recusarem firmemente a pisar a cruz, foram condenados à fogueira no tempo do imperador Tu Duc.

(† 1862)


18*. Na Cidade do México, o passamento de São Rafael Guizar Valência, bispo de Vera Cruz, no México, que, no tempo da perseguição, apesar da sua situação de exilado e clandestino, exerceu valorosamente o ministério episcopal.

(† 1938)

19*. Em Sachsenhausen, na Alemanha, o Beato Inocêncio Guz, presbítero da Ordem dos Frades Menores Conventuais e mártir, natural da Polónia, que, durante a ocupação militar da sua pátria por sectários de uma doutrina hostil à dignidade humana e à religião, pela sua fé em Cristo foi cruelmente morto pelos guardas do campo de concentração.

(† 1940)

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