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São Guntrano ou Gontrão da Borgonha


São Gontrão ou Guntram (c. 545 - 592) foi rei da Borgonha de 561 até sua morte em 592.


Era um dos filhos (o terceiro mais velho, segundo que chegou à idade adulta) de Clotário I e Ingunda.


Quando seu pai morreu, ele se tornou rei de um quarto do reino dos francos, fazendo de Orleães sua capital.


Ele tinha um certo amor fraternal que faltava aos seus irmãos e o cronista preemiente do período, Gregório de Tours, freqüentemente o chama de bom rei Gontrão, como no texto abaixo onde Gregório discute o fato dos três casamentos de Gontrão:


O bom rei Gontrão primeiro tomou uma concubina, Veneranda, uma escrava pertencente a alguém de seu povo, com quem ele teve um filho, Gundobado.


Depois ele casou-se com Marcatrude, filha de Magnar, e enviou seu filho Gundobado a Orleães. Após ter um filho, Marcatrude tornou-se ciumenta, e procurou causar a morte de Gundobado. Ela enviou veneno, dizem, e envenenou sua bebida. Com a morte de Gundobado, pelo julgamento de Deus, ela perdeu o filho que tinha e fez cair sobre si mesma a ira do rei, sendo dispensada por ele, morrendo não muito depois.


Depois ele tomou como esposa Austerchild, também chamada Bobilla. Teve com ela dois filhos, o mais velho chamado Clotário e o mais jovem Clodomiro.


Como indicado acima, Gontrão teve um período de intemperança.


Ele finalmente se sujeitou com remorso de seus pecados do passado e, cansado, arrependeu-se deles, tanto os próprios quanto os de sua nação.


Na reparação, ele jejuou, orou, chorou e ofereceu-se a Deus.


Durante o seu próspero reinado ele tentou governar pelos princípios cristãos.


De acordo com Gregório, ele foi o protetor dos oprimidos, cuidou dos doentes, foi o pai amável de seus súditos.


Ele era generoso com sua riqueza, especialmente nos tempos de pragas e escassez.


Ele com rigidez e justiça fez as leis serem respeitadas independentemente de quem fosse a pessoa, estava sempre pronto a perdoar as ofensas contra ele, inclusive duas tentativas de assassinato.


Gontrão generosamente construiu e doou várias igrejas e monastérios.


O reino foi dividido entre eles, mas Paris era uma cidade comum, compartilhada pelos três.


A viúva de Cariberto, Teodechilda, propôs casamento a Gontrão, o irmão remanescente mais velho, embora um conselho realizado em Paris em 557 tenha declarado tal tradição ilegal e como incestuosa.


Gontrão, embora contra sua vontade, decidiu abrigá-la com segurança, em um convento de freiras em Arles.


Em 577, Clotário e Clodomiro, seus dois filhos sobreviventes, morreram de disenteria e ele adotou como seu filho e herdeiro a Childeberto II, seu sobrinho, filho de Sigeberto, do qual havia salvado o reino dois anos antes.


No entanto, Childeberto nem sempre provou ser fiel ao seu tio.


Em 581, Chilperico tomou várias cidades de Gontrão e em 583, aliou-se a Childeberto e atacou Gontrão.


Então, Gontrão fez as pazes com Chilperico, enquanto Childeberto escapou.


Em 584, ele devolveu a infidelidade de Childeberto invadindo suas terras e capturando Tours e Poitiers, mas ele foi obrigado a deixar de estar presente no batismo de clotário II, seu outro sobrinho, que agora governava a Nêustria.

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