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  • Foto do escritorSérgio Fadul / Paullus

São Fulgêncio de Ruspe


Nos inícios do século VI, Ruspe, pequena cidade da província romana Bizacena, ficara sem bispo, como outras cidades africanas, porque o rei visigodo Transmundo, zeloso ariano, proibira a eleição de novos bispos católicos. Mas os bispos de Bizacena decidiram opor-se a esta injusta disposição. Entre os candidatos foi proposto também Fulgêncio, homem de grande cultura teológica e humanística, que ao amor do estudo unia a prática da ascese cristã.


Nascido em 467, de família romana estabelecida em Cartago, dera boa prova de como administrar, seja cuidando do rico patrimônio paterno, seja como procurador dos impostos da província. Após haver lido o comentário de santo Agostinho do salmo 36, orientou decisivamente sua vida à austeridade e à procura da solidão. Tentou mesmo ir ao encontro dos monges egípcios, mas o navio que o transportava teve de ancorar em Siracusa. Ordenado sacerdote, pouco depois chegou-lhe a notícia de que estava entre os candidatos ao episcopado.


Era demais. Fulgêncio foi se esconder num lugar remoto, até que soube que todos os bispos tinham sido consagrados.


Quando reapareceu havia ainda uma sede vacante, a pequena cidade de Ruspe, e os bispos se apressaram a consagrar o recalcitrante monge, justamente na hora, pois o irritadíssimo rei Transmundo mandou para o exílio na Sardenha, com Fulgêncio outros 59 bispos católicos.


Em Cagliari, Fulgêncio pôde organizar uma intensa atividade religiosa. O próprio Transmundo, que gostava de aparecer como teólogo, escreveu-lhe submetendo-lhe algumas questões difíceis e oferecendo assim a Fulgêncio a oportunidade de redigir alguns tratados teológicos que se tornariam célebres. Morto Transmundo em 523,os bispos exilados puderam voltar às suas sedes.


Durante nove anos Fulgêncio dirigiu a sua pequena diocese de Ruspe no estilo bem monástico. Junto à catedral fizera novo mosteiro, no qual ele mesmo vivia pobremente, dedicando grande parte do seu tempo à oração em comum e à composição de obras doutrinais e pastorais. Pai e pastor do seu rebanho, devolvia aos pobres todo o dinheiro que entrava. Saía-se muito bem na pregação.


Conta-se que o bispo de Cartago, ouvindo-o pregar na basílica de Furnos, chorou de comoção. São Fulgêncio morreu em Ruspe a 1º de janeiro de 532, aos sessenta e cinco anos, rodeado pelos seus sacerdotes e depois de haver distribuído aos pobres os últimos bens.



MARTIROLÓGIO ROMANO

30/12


1. Em Roma, no cemitério de Calisto, junto à Via Ápia, o sepultamento de São Félix I, papa, que regeu a Igreja Romana no tempo do imperador Aureliano.

(† 274)


2. Em Vidin, na Mésia, na hodierna Bulgária, Santo Hermes, exorcista e mártir.

(† s. III/IV)


3. Comemoração de Santo Anísio, bispo de Tessalónica, hoje na Grécia, que, no tempo do imperador Teodósio, foi constituído pelos Pontifices Romanos vigário apostólico do antigo Ilírico, território dos actuais Bálcãs, e muito louvado por Santo Ambrósio.

(† c. 406)


4. Em Tours, na Gália Lionense, na hodierna França, São Perpétuo, bispo, que edificou a basílica de São Martinho e muitas outras em honra dos Santos, e regulamentou na sua Igreja a prática dos jejuns e das vigílias.

(† 491)


5*. Em Aosta, nos Alpes Graios, território da Itália, São Jucundo, bispo.

(† c. 502)


6. Em Flay, na região de Beauvais, na Nêustria, atualmente na França, São Geremaro, abade do mosteiro deste lugar por ele fundado.

(† c. 658)


7*. Em Evesham, na Inglaterra, Santo Egvino, bispo, que fundou o mosteiro deste lugar.

(† 707)


8. Na região dos Vestinos, hoje nos Abruzos, região da Itália, São Rainério, bispo de Forcone, cuja virtude na administração dos bens foi louvada pelo papa Alexandre II.

(† 1077)


9*. Em Canne, na Apúlia, também na Itália, São Rogério, bispo.

(† s. XII)


10*. Em Frazzanó, povoação da Sicília, região da Itália, São Lourenço, monge segundo a observância dos Padres orientais, insigne pela austeridade de vida e incansável pregação.

(† c. 1162)


11*. Em Palestrina, no Lácio, também região da Itália, a Beata Margarida Collona, virgem, que às riquezas e deleites do século preferiu a pobreza por amor de Cristo, a quem serviu professando a Regra de Santa Clara.

(† 1280)


12*. Em Génova, na Ligúria, também região da Itália, a Beata Eugénia Ravasco, virgem, que fundou o Instituto das Irmãs Filhas dos Sagrados Corações de Jesus e Maria, ao qual confiou a educação da juventude feminina e a dedicação às necessidades dos enfermos e das crianças.

(† 1900)


13*. Em Pancaliéri, localidade próxima de Turim, na Itália, o Beato João Maria Boccardo, presbítero, que, entre os muitos trabalhos empreendidos para a assistência dos anciãos e dos enfermos e a formação cristã das crianças, fundou a Congregação das Irmãs Pobres Filhas de São Caetano.

(† 1913)

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