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Façam pequenos gestos de amor para cativar Deus

Uma pausa regeneradora num dia denso de encontros e de discursos: o momento de oração do Papa Francisco com as Carmelitas Descalças, na manhã deste sábado (07/09), no mosteiro das religiosas de vida contemplativa, em Antananarivo, Madagascar. O Santo Padre ressaltou a importância dos pequenos gestos, porque são eles que salvam o mundo

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Na Capela do Mosteiro das Carmelitas Descalças de Antananarivo – capital malgaxe –, na manhã deste sábado (07/09), o Papa deixou o discurso previamente preparado para dizer às monjas o que tinha em seu coração naquele momento.


Francisco partiu de uma palavra da Leitura feita pouco antes, “coragem”, e disse que para seguir o Senhor é preciso sempre um pouco de coragem, mas, observou, vejo que o trabalho mais árduo é Ele quem faz, devemos ter a coragem de deixar que Ele o faça.


A vida comunitária: muitos pequenos atos de amor


Em seguida, contou uma imagem que o ajudou muito em sua vida sacerdotal e de fé. As vicissitudes de duas irmãs, uma jovem e uma anciã, que uma noite, saindo do Coro onde tinham rezado, caminhavam para o refeitório e a anciã quase não podia caminhar.


A jovem buscava ajudá-la, mas a anciã se irritava: “não me toque que assim eu caio”, dizia, mas a jovem a acompanhava sempre com o sorriso. Não é uma fábula, é uma história de vida, disse Francisco e revelou os nomes das duas coirmãs. A jovem era Santa Teresa de Menino Jesus.


É uma história verdadeira, disse, que reflete uma parte da vida comunitária, que mostra o espírito com o qual se pode viver a vida comunitária. A caridade nas pequenas coisas e nas grandes coisas. Fazendo aquilo que a obediência pede.


Sei, disse o Santo Padre, que todas vocês vieram aqui para estar perto do Senhor e para buscar a perfeição, mas a perfeição se encontra nestes pequenos passos de amor. Pequenos passos que parecem nada, mas são pequenos passos que escravizam, que aprisionam Deus.


Isso pensava Santa Teresinha, e essas cordas, repetiu o Papa, são pequenos atos de amor que podemos fazer. É preciso a coragem de dar pequenos passos, a coragem de crer que na minha pequenez Deus é feliz e Deus trará a salvação do mundo. Se você quiser mudar não somente a vida religiosa, mas salvar o mundo, exortou ainda Francisco, comece com esses pequenos atos de amor que aprisionam Deus.


O mosteiro e o chamado do mundo


Voltou, em seguida, à história da jovem e da anciã e disse que, uma noite, enquanto as duas caminhavam do Coro para o refeitório, Teresa ouviu o barulho de música que provinha da cidade, música de festa, de dança e ela pensou nos jovens que dançavam, um matrimônio, um aniversário e talvez tenha sentido que seria bom se pudesse estar ali, mas imediatamente disse ao Senhor que jamais trocaria por aquela festa mundana um dos pequenos gestos que fazia no mosteiro, porque estes gestos a faziam feliz mais do que todas as danças do mundo.


Certamente, disse Francisco, também para vocês o mundanismo chegará de várias formas: saibam discernir com a priora, com a comunidade, discernir as vozes do mundanismo, que não entrem no mosteiro de clausura. Quando vier em vocês pensamentos de mundanismo pensem nos pequenos gestos de amor, eles salvam o mundo. Teresa preferiu ficar com a anciã.