• Sérgio Fadul - Terra Santa

Santos Romão e Lupicino


Origem


Romão nasceu em 390. Era monge, discípulo do mosteiro de Ainay, um dos primeiros do Ocidente, perto de Lion, na França. No século IV, quando começava a florescer a vida monástica no Ocidente, Romão se torna um dos primeiros monges da França.


Em busca de um modelo cristão de vida


Para Romão as regras de vida do mosteiro de Ainay eram muito brandas. Assim, ele decide se retirar. Levando apenas uma Bíblia, que era para ele mais do que suficiente para viver, partiu para os montes desertos fora da cidade, na fronteira entre França e Suíça. Ele só foi encontrado depois de alguns anos pelo irmão Lupicino. Romão havia se tornado um monge solitário, mas aceitou Lupicino como seu seguidor e aluno. Com o tempo, juntaram-se outros que também desejavam ser monges eremitas.


Os ataques do demônio


Conta-se que Romão e Lupicino viviam em paz e felicidade, quando o demônio resolve perturbá-los durante um retiro de oração. Quando se ajoelhavam para rezar, o demônio fazia chover pedras cortantes sobre eles, impedindo-os de continuar. Eles resistiam por um tempo, mas logo abandonaram as orações e o retiro. Ao chegarem numa pequena aldeia, hospedaram-se na casa de uma pobre mulher. Sem nenhuma vergonha, eles disseram o que havia acontecido, ao que a mulher lhes disse: “Vós deveríeis lutar corajosamente contra o demônio e não temer os embustes e ódio daquele que tão frequentemente foi vencido pelos amigos de Deus. Se ele ataca os homens, é por medo de que eles, por suas virtudes, subam ao lugar de onde a perfídia diabólica os fez cair. ” Envergonhados, consideraram sua fraqueza, voltaram e, com orações, venceram o maligno.


Os frutos da oração


Devido à procura pela vida monástica, Romão fundou dois mosteiros masculinos, um em Lancome e o outro em Condat. Construiu, também, um mosteiro de clausura feminino, em Beaume, colocando sua irmã como abadessa. Os três mosteiros seguiam as regras severas disciplinares que Romão havia escrito e que, para ele, seria o correto para a vida nos mosteiros. Romão e Lupicino orientavam espiritualmente os mosteiros masculinos. Quanto ao mosteiro de Beaume, Romão orientava pessoalmente a abadessa.


Milagres por amor ao próximo


Consta nos documentos da Igreja que, numa viagem feita por Romão e um dos seus discípulos, chamado Pelade, ao sepulcro de São Maurício, em Genebra, eles ficaram hospedados num casebre onde vivia dois leprosos. Romão abraçou a ambos num gesto de acolhimento, solidarizou-se com suas dores e, na manhã seguinte, ambos estavam curados. Os documentos mostram que esta viagem foi cheia de prodígios e milagres.


De volta à oração silenciosa


Depois desta peregrinação, Romão voltou a viver recluso em sua cela, no mosteiro de Ainay, reencontrando-se com a ansiada solidão.


Graças e prodígios depois da morte


Romão morreu em 28 de fevereiro de 463, aos 73 anos de idade. O culto a São Romão espalhou-se pela França, Bélgica, Suíça, Itália e por toda a Europa. As graças e prodígios que aconteceram e continuam a acontecer sob sua intercessão são numerosos, de acordo com os fieis e os devotos que mantêm viva sua devoção ainda nos dias de hoje.


Oração a São Romão e São Lupicino


“Senhor Deus, nós Vos bendizemos pela vida de Vossos servos Romão e Lupicino, e pedimos a graça de saber imitar seus exemplos, lutando contra o pecado, para a maior glória de Vosso Santo Nome. Pela intercessão de Vossos servos, São Romão e São Lupicino, livrai-nos das ciladas do inimigo, aumentai as vocações sacerdotais e religiosas e protegei a Vossa Igreja. Por Nosso Senhor Jesus Cristo. Amém. ”


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