Santa Maria Madalena de Pazzi


Maria Maddalena, nossa mística carmelitana florentina, é também teóloga: e não por aquisição acadêmica ou por formação profissional, mas sim por dom místico e espiritual. O Espírito tocou as cordas da sua alma sensível e atenta, de maneira a fazê-la vibrar em acordes harmônicos de uma beleza simples e complexa. Maria Maddalena, da sua parte, não recuou, não fechou o coração e a mente ao chamado do Senhor; se deixou plasmar interiormente e respondeu de forma totalmente pessoal às sugestões do Espírito. É interessante detectar os modos plásticos e artísticos com os quais a religiosa carmelitana tornou apreciáveis os mistérios contemplados na meditação ou percebidos e experimentados nos êxtases. Não é por acaso que muitos dos fenômenos descritos nos textos madalenianos sejam verdadeiras peças teatrais ou que ela tenha usado a pintura e o desenho, também em condições não-favoráveis (às escuras e com os olhos vendados) para representar o rosto do Senhor ou outros sujeitos contemplados em abdução estática. Maria Maddalena era, de fato, uma filha do Renascimento florentino, uma artista capaz de plasmar (poièin) as verdades inefáveis e gloriosas por ela “vistas” e “ouvidas” pela graça divina.

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