• Canção Nova

Nossa Senhora de Guadalupe

Atualizado: 27 de Dez de 2020

Por quê Nossa Senhora quis ter um nome espanhol ao invés de indígena?

Por que haveria a Virgem Maria, de aparecer a um índio em um recentemente conquistado México e falando-lhe em seu idioma nativo, Nahuatl, e querer chamar-se “de Guadalupe”, um nome espanhol?


Quis Ela em todo caso, ser chamada de Guadalupe por causa da estátua de Nossa Senhora de Guadalupe em Extremadura, Espanha?


Em todas as suas aparições, a Santíssima Virgem Maria, identificou-se como Virgem Maria e títulos como Mãe de Deus entre outros, e geralmente logo conhecida com o nome de lugares ou regiões onde Ela havia aparecido (Lourdes, Fátima, etc.).


Então, por que a Virgem, aparecendo a um índio em um México recém invadido e falando-lhe em seu idioma nativo, querer ser chamada com um nome espanhol de Guadalupe?


Estava Ela querendo referír-se a milagrosa estátua de Nossa Senhora de Guadalupe, que foi outorgada pelo Papa Gregório Magno, ao Arcebispo de Sevilla, que estava perdida por 600 anos e foi encontrada por Gil Cordero em 1326, guiado por uma aparição de Nossa Senhora? A milagrosa e veneradíssima estátua foi chamada de Guadalupe porque assim chamava-se o povoado situado ao redor do descobrimento.


A origem do nome Guadalupe sempre foi motivo de controvérsias, e possíveis explicações tem sido dadas. Entretanto, acredita-se como a mais provável que o nome é o resultado do nahuatl para o espanhol, das palavras usadas pela Virgem durante Sua aparição a Juan Bernardino, o tio enfermo de Juan Diego.


Acredita-se que Nossa Senhora usou a palavra Azteca Nahuatl de coatlaxopeuh o qual é pronunciado “quatlasupe” e soa extremamente parecido com a palavra em espanhol Guadalupe. Coa siginificando serpente, tla o artigo “a”, enquanto xopeuh significa esmagar. Assim, Nossa Senhora deve ter chamado a si mesma como “Aquela que esmaga a serpente .”

Devemos lembrar que os Aztecas ofereciam anualmente mais de 20.000 homens, mulheres e crianças como sacrifícios a seus deuses, sempre sedentos de sangue, ritos que em muitos casos incluiam canibalismo dos corpos das vítimas. Em 1487, devido a dedicação de um novo templo em tenochtilan, uns 80.000 cativos foram imolados em sacrifícios humanos em uma só cerimônia que durou quatro dias.


Certamente, neste caso Ela esmagou a serpente, e milhões de nativos foram convertidos ao Cristianismo.

A história de Nossa Senhora e o índio - simplificada


Sábado, 9 de dezembro, o índio Juan Diego, recém convertido à fé católica, se dirigiu ao templo para ouvir a Missa. Ao pé de um pequeno monte chamado “Tepeyac” viu uma nuvem branca e resplandecente e ouviu que o chamavam pelo nome. Viu uma formosa Senhora que lhe disse ser “a sempre Virgem Maria Mãe de Deus” e lhe rogou que fosse ao bispo para lhe pedir, que naquele lugar se construísse uma capela. Juan Diego se dirigiu à casa do bispo Dom Frei Juan de Zumárraga e lhe contou tudo o que havia acontecido. Ele ouviu com admiração o relato do índio e lhe fez muitas perguntas, porém não acreditou que fosse verdade.


De volta a seu povo, Juan Diego encontrou-se novamente com a Virgem Maria e lhe explicou o ocorrido. Ela pediu que no dia seguinte fosse novamente falar com o bispo e lhe repetisse a mensagem. Desta vez o bispo, após ouvir o indígena, lhe mandou ir dizer à Senhora que lhe desse algum sinal como prova da maternidade de Deus e do seu pedido em relação à construção do templo.


Assim, Juan Diego encontrou Maria e narrou o acontecido. A Virgem o mandou que voltasse no dia seguinte ao mesmo lugar, onde lhe daria o sinal. Nesse dia, Juan Diego não pode voltar ao monte, pois seu tio Bernardino estava muito doente. Na madrugada de 12 de dezembro, ele marchou apressado para conseguir um sacerdote, pois seu tio estava morrendo. Ao chegar ao lugar onde devia se encontrar com a Senhora, preferiu tomar outro caminho, a fim de evitá-la. Subitamente Maria saiu a seu encontro e perguntou aonde ele ia. O índio envergonhado explicou o que ocorria. A Virgem disse a ele que não se preocupasse, porque seu tio não morreria e que já estava curado. Então o índio pediu o sinal que deveria levar ao bispo. Maria lhe indicou que subisse ao cume do monte onde encontrou rosas de Castilla frescas e colocando a tilma, cortou quantas pode e as levou ao bispo.


Uma vez diante do Monsenhor Zumárraga, Juan Diego abriu sua manta e caíram ao solo as rosas e na tilma estava pintada o que hoje se conhece como a imagem da Virgem de Guadalupe. Vendo isto, o bispo levou a imagem santa à Igreja Mor e edificou uma ermida no lugar em que o índio havia assinalado.


Pio X a proclamou como “Padroeira de toda a América Latina”, Pio XI de todas as “Américas”, Pio XII a chamou “Imperatriz das Américas” e João XXIII “a Missionária Celeste do Novo Mundo” e “a Mãe das Américas”.

Alguns fatos a mais da história até hoje

O grande milagre de Nossa Senhora de Guadalupe é a sua própria imagem. O tecido, feito de cacto já existe há mais de quatro séculos e meio


Num sábado, no ano de 1531, a Virgem Santíssima apareceu a um indígena que, de seu lugarejo, caminhava para a cidade do México a fim de participar da catequese e da Santa Missa enquanto estava na colina de Tepeyac, perto da capital. Este índio convertido chamava-se Juan Diego (canonizado pelo Papa João Paulo II em 2002).


Nossa Senhora disse então a Juan Diego que fosse até o bispo e lhe pedisse que naquele lugar fosse construído um santuário para a honra e glória de Deus.


O bispo local, usando de prudência, pediu um sinal da Virgem ao indígena que, somente na terceira aparição, foi concedido. Isso ocorreu quando Juan Diego buscava um sacerdote para o tio doente: “Escute, meu filho, não há nada que temer, não fique preocupado nem assustado; não tema esta doença, nem outro qualquer dissabor ou aflição. Não estou eu aqui, a seu lado? Eu sou a sua Mãe dadivosa. Acaso não o escolhi para mim e o tomei aos meus cuidados? Que deseja mais do que isto? Não permita que nada o aflija e o perturbe. Quanto à doença do seu tio, ela não é mortal. Eu lhe peço, acredite agora mesmo, porque ele já está curado. Filho querido, essas rosas são o sinal que você vai levar ao Bispo. Diga-lhe em meu nome que, nessas rosas, ele verá minha vontade e a cumprirá. Você é meu embaixador e merece a minha confiança. Quando chegar diante dele, desdobre a sua “tilma” (manto) e mostre-lhe o que carrega, porém, só em sua presença. Diga-lhe tudo o que viu e ouviu, nada omita…”


O prelado viu não somente as rosas, mas o milagre da imagem de Nossa Senhora de Guadalupe, pintada prodigiosamente no manto do humilde indígena. Ele levou o manto com a imagem da Santíssima Virgem para a capela, e ali, em meio às lágrimas, pediu perdão a Nossa Senhora. Era o dia 12 de dezembro de 1531.


Uma linda confirmação deu-se quando Juan Diego fora visitar o seu tio, que sadio narrou: “Eu também a vi. Ela veio a esta casa e falou a mim. Disse-me também que desejava a construção de um templo na colina de Tepeyac e que sua imagem seria chamada de ‘Santa Maria de Guadalupe’, embora não tenha explicado o porquê”. Diante de tudo isso muitos se converteram e o santuário foi construído.


O grande milagre de Nossa Senhora de Guadalupe é a sua própria imagem. O tecido, feito de cacto, não dura mais de 20 anos e este já existe há mais de quatro séculos e meio. Durante 16 anos, a tela esteve totalmente desprotegida, sendo que a imagem nunca foi retocada e até hoje os peritos em pintura e química não encontraram na tela nenhum sinal de corrupção.


No ano de 1971, alguns peritos inadvertidamente deixaram cair ácido nítrico sobre toda a pintura. E nem a força de um ácido tão corrosivo estragou ou manchou a imagem. Com a invenção e ampliação da fotografia descobriu-se que, assim como a figura das pessoas com as quais falamos se reflete em nossos olhos, da mesma forma a figura de Juan Diego, do referido bispo e do intérprete se refletiu e ficou gravada nos olhos do quadro de Nossa Senhora. Cientistas americanos chegaram à conclusão de que estas três figuras estampadas nos olhos de Nossa Senhora não são pintura, mas imagens gravadas nos olhos de uma pessoa viva.


Declarou o Papa Bento XIV, em 1754: “Nela tudo é milagroso: uma Imagem que provém de flores colhidas num terreno totalmente estéril, no qual só podem crescer espinheiros… uma Imagem estampada numa tela tão rala que através dela pode se enxergar o povo e a nave da Igreja… Deus não agiu assim com nenhuma outra nação”.


Coroada em 1875 durante o Pontificado de Leão XIII, Nossa Senhora de Guadalupe foi declarada “Padroeira de toda a América” pelo Papa Pio XII no dia 12 de outubro de 1945.

No dia 27 de janeiro de 1979, durante sua viagem apostólica ao México, o Papa João Paulo II visitou o Santuário de Nossa Senhora de Guadalupe e consagrou a Mãe Santíssima toda a América Latina, da qual a Virgem de Guadalupe é Padroeira.

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