• Alvaro de Juana - ACI Digital

Papa Francisco chama atenção e faz relação de cinco obstáculos que nos cegam à presença de Deus

Na catequese que o Papa Francisco pronunciou hoje na Praça de São Pedro, o Pontífice denunciou os tipos de deuses que alguns criam à sua medida e que se afastam do verdadeiro Deus. O Papa assinalou ainda 5 obstáculos próprios dos nossos tempos que nos impedem sentir a presença de Deus.

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"Nós os cristãos acreditamos no Deus de Jesus, o cristão acredita no Deus de Jesus Cristo, seu desejo é crescer na experiência viva de seu mistério de amor”, afirmou o Santo Padre. O Papa Francisco explicou que “também hoje o homem constrói imagens de Deus que lhe impedem de gostar de sua presença real”.

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A partir desse aviso, Francisco elencou 5 destes obstáculos que impedem-nos experimentar a presença real de Deus:

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“Alguns tecem uma fé ‘faça você mesmo’ que reduz Deus ao espaço limitado dos próprios desejos e das próprias convicções. Mas esta fé não é conversão ao Senhor que se revela, ao contrário, impede-O de provocar a nossa vida e a nossa consciência”.

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“Outros reduzem Deus a um falso ídolo; usam seu santo nome para justificar os próprios interesses ou até mesmo o ódio e a violência”.

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“Para outros Deus é somente um refúgio psicológico no qual estar seguro nos momentos difíceis: trata-se de uma fé dobrada em si mesma, impermeável à força do amor misericordioso de Jesus que conduz em direção aos irmãos”.

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“Outros ainda consideram Cristo somente um bom mestre de ensinamentos éticos, um entre tantos na história”.

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“Finalmente, há quem sufoca a fé em uma relação puramente intimista com Jesus, anulando o seu impulso missionário capaz de transformar o mundo e a história.

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Em seguida, o Pontífice ressaltou que “a mensagem que a Igreja recebe do relato da vida de Cristo é muito claro: Deus não mandou a seu Filho ao mundo para castigar aos pecadores nem para aniquilar aos malvados”. Na verdade, prosseguiu, Ele “convida à conversão para que vendo os sinais da bondade divina possam reencontrar o caminho de volta”.

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“Tenhamos o compromisso de não colocar nenhum obstáculo ao agir misericordioso do Pai, e peçamos o dom de uma fé grande para que também nós sejamos sinais e instrumentos de misericórdia”, concluiu.

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